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Susana Veiga Branco

Susanaveigabranco01“Ai, quem me dera!”; “Se eu pudesse…”; “É assim, o que se há-de fazer…olha, paciência.”; “Pronto, é a vida!”; “Não consigo…”; “Não é para mim.”.

O conformismo e a negatividade são sem dúvida uma forma de estar, escutamo-los e damos de caras com eles diariamente, em todos os lados.

Há quem se deixe guiar totalmente por ambos, submetendo a sua vida a uma angústia tremenda misturada com o chamado “deixa andar”, com a falta de acreditar-se em si próprio, com a desmotivação, descontentamento e mesmo apatia.

Uma entrega à desistência.

Sair da nossa zona de conforto, do nosso mundo, é tão difícil. E questionamo-nos: Será que vale a pena? Os benefícios serão maiores que as dificuldades para alcançar algo a que não estamos habituados mas até queríamos?

Será então a luta diária por mais e melhor o caminho correto? E será a procura de equilíbrio uma possível conjugação?

Qual será o número premiado? E o que será a sorte grande? Quem terá a clarividência e a sabedoria para o dizer?

Escrevia uma jornalista de quem gosto bastante que o grande jornalismo não informa, forma. Dizia ainda que o resto é ruído. Acrescento, até porque o considero implícito, que nos dá pistas para estruturarmos a nossa linha de pensamento, que nos leva a abanarmo-nos a nós próprios, em busca de ir onde ainda não fomos.

Então, porque é que com tanta informação, ainda se ouvem as frases com que iniciei esta crónica, porquê este conformismo atroz que nos trava, embatendo em barreiras supostamente intransponíveis? Entristece-me.

Encontro várias possibilidades, mas destaco o medo, a insegurança e a preguiça (chamemos pelos nomes o que tem nome).

Sei apenas que não há caminhos corretos, mas caminhos à espera de serem percorridos e se não os percorrermos também ninguém o fará por nós, mas que outros o farão por si próprios, certamente, e as oportunidades da pessoa “X” passarão para a pessoa “Y”. Resumindo, será então a lei da natureza a prevalecer, o mais forte sobre o mais fraco.

O Homem, altamente predador sobre todos os outros, desequilibra o ecossistema em seu favor, está na corda bamba entre o tão longe que vai e o tão conformado que é. Mais um grande desequilíbrio.

Entre aquele que quando quer consegue e se não vai à primeira irá nem que seja à vigésima, não desistindo nunca e aquele que nem sequer tenta verificamos novamente este desequilíbrio.

Já pararam e disseram alguma vez, baixinho, a palavra equilíbrio? É fascinante e soa mesmo bem, mas este balancear é tão complexo e raro que os extremos parecem ganhar na maioria das vezes. Os parâmetros, a linha separadora que indica se o preço/benefício são ajustados mostram-se tão desequilibrados que em nosso redor persiste uma desarmonia brutal. O verão português demonstrou-o; o clima mostra-o de tal forma que estamos a chegar ao ponto de não termos água nas torneiras lá de casa; vamos consumindo os lençois freáticos, não nos apercebendo que também eles se esgotam… vamo-nos concentrando em pormenores tão ínfimos e banais que deixamos andar e tão pior quanto isso, desistimos, rendemo-nos.

Será que vale a pena perguntar pelo dia de amanhã se não intervimos no dia de hoje?



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