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Gonçalo Gaspar

A educação e a formação têm sido alvo de profundas reformas, assim como todos os outros setores da sociedade portuguesa. O setor da educação e em particular o do ensino superior, enquanto motor inicial do futuro desenvolvimento global do nosso país, não tem sido poupado aos cortes financeiros que têm vindo a ser levados a cabo, seja no ensino universitário, seja no ensino politécnico.

Como em qualquer reforma há organizações e instituições que ficam um pouco mais expostos às consequências destas reformas, do que outros. Critérios como o número de alunos, geográficos e de oferta formativa, pesam na tomada de qualquer decisão.   

A criação de Programas como o +SUPERIOR e o RETOMAR são incentivos inequívocos para aqueles que sentem a dureza e as consequências das reformas, como é o caso das universidades e, sobretudo, dos alunos.  

A desertificação é, infelizmente, um problema que tem ganho uma escala alarmante, sobretudo, nos distritos do interior do país. 

O programa +SUPERIOR destinado a apoiar alunos do ensino superior que optem por estudar nas universidades e politécnicos do interior do país, atribui bolsas de estudo no valor de 1.500,00 euros. É uma das formas que o Governo encontrou para combater a desertificação dos territórios de baixa densidade populacional, incentivando os jovens candidatos ao ensino superior a optarem por uma formação fora dos grandes polos urbanos, dando garantias de qualidade e diversidade na oferta curricular.

Os institutos politécnicos de Santarém e Tomar foram incluídos neste pacote de incentivos, e bem! Estas duas instituições com projetos, estratégias e apostas curriculares diferentes, garantem ao Distrito de Santarém uma forte oferta de captação de jovens a integrarem estas duas instituições de ensino superior e politécnico.  

Como se refere, e bem, o dinheiro público não é a solução de todos os males e, por isso, o Instituto Politécnico de Santarém e o Instituto Politécnico de Tomar têm sabido inovar e criar, respondendo assim aos cortes que têm sofrido, através de parcerias e de projetos apoiados com fundos comunitários. Toda esta aposta tem resultado no sucesso. Prova disso foram os 1º e o 2º lugar conquistados no “Poliempreende” que é uma iniciativa que visa, através de um concurso de ideias e de planos de negócio, avaliar e premiar projetos desenvolvidos por alunos de todas as instituições de ensino politécnico em Portugal.

É este o caminho certo, com base no inconformismo, pela iniciativa, através de parcerias e na procura da inovação. O ensino superior politécnico deve estar cada vez mais interligado com o mercado de trabalho e com a economia real, caso contrário terá muitas dificuldades em superar esta fase de racionalização dos recursos públicos.

Temos no Instituto Politécnico de Santarém e no Instituto Politécnico de Tomar exemplos de boas práticas que devem ser replicadas e levadas cada vez mais a sério por parte do sector privado.



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