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Nuno Cardigos

Assisti, como tantos outros portugueses, ao último debate televisivo entre António José Seguro (AJS) e António Costa (AC). Entre muitas lamechices, juras de vingança eterna e conversas de lavandaria, consegui, a muito custo, tirar algumas conclusões sobre o debate.

A primeira conclusão, e, a mais obvia, é de que nada distingue os dois candidatos, sendo o seu formato intelectual muito idêntico. Ao analisar os princípios e objectivos que estão a propor ao nosso pais, no caso de chegarem a chefe do governo, verifico, que estes são muito semelhantes. Apresentados de uma forma diferente, é certo, mas claramente semelhantes.

A segunda conclusão é que ainda não entendi objectivamente o que leva AC a candidatar-se à presidência do Partido Socialista, e fiquei ainda a perceber menos depois do que vi na televisão. Depois deste partido ter ganho as eleições autárquicas em 2013 e as ultimas eleições europeias contra uma coligação PSD/CDS, o momento deveria ser de uma união total dentro do seio do PS e não de uma divisão profunda que irá, com toda a certeza, deixar algumas marcas profundas.

A terceira conclusão advém da segunda, ou seja, não encontrando uma explicação lógica para a candidatura de AC, só posso entender que a única coisa que está aqui em causa é uma tentativa de garantir no mínimo alguns lugares na Assembleia da República para a malta amiga e no máximo, alguns lugares no governo.

A última conclusão resume as anteriores. Que nem um nem outro estão preparados para serem primeiro-ministro. A ligeireza e superficialidade com que apresentaram as suas propostas, sem as explicar de uma forma clara e explícita, leva-me a concluir, muito provavelmente, que é mais do mesmo. Ainda estou à espera que apareça um político que um dia tenha a coragem de dizer, em plena campanha, que vai aumentar impostos e baixar ordenados (muito provavelmente vou ter de esperar sentado).

Quando estamos na oposição tudo é fácil. Quando chegamos ao governo as facilidades transformam-se em dificuldades. Se eu fosse militante ou simpatizante do Partido Socialista e não estivesse encarneirado, ficaria com sérias dúvidas sobre em que candidato votar. Muito provavelmente não iria votar ou votaria em branco.

Se queremos continuar a ter lideres que nos vendem a pura felicidade, escamoteando os verdadeiros problemas e dificuldades do nosso pais, então, temos aqui duas soluções claras, que em nada se diferenciam, e, sinceramente, nem sei qual é o original ou a fotocópia. Fica à consideração dos militantes e simpatizantes do partido socialista decidir quem é quem.

Nuno Cardigos



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