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José Carlos Antas

jose carlos antasO mês de Setembro acorda-nos do torpor das longas férias de Verão de uma forma brusca. Inicia-se mais um ano letivo, legislativo, judicial e político, parece que o Ano Novo é ao longo da primeira quinzena de Setembro e não em Janeiro como habitualmente se comemora.

Porém, todos sabemos que é o ano escolar que traz mais azáfama às famílias. Normalmente para os pais é um descanso, pois as longas férias dos estudantes menores de idade tornam-se, por vezes, uma dor de cabeça que necessita de muita imaginação para saber o que fazer para entreter os miúdos. Há oferta de tempos livres, há as férias com os pais, há os avós por perto ou outros familiares, há temporadas em casa de primos ou amigos de confiança, tenta-se evitar os “inevitáveis” computadores e consolas, mas quando chega Setembro já esgotamos a imaginação.    

Este novo começo de atividade também traz, como a maioria de nós sabe, mais trânsito e mais passageiros nos transportes, até as famílias adquirirem uma dinâmica “rotineira” que faz que em Outubro e Novembro as coisas fluírem mais naturalmente. Depois, quando está tudo bem assimilado, horários da escola, atividades, transportes a utilizar, surge a interrupção das férias do Natal e Ano Novo, que muitos de nós já ansiamos nessa altura, dado que o ritmo é acelerado.

Contudo, dou comigo a pensar que estamos sempre a querer que o tempo passe. Primeiro queremos que cheguem as férias, depois que comece a escola, depois que chegue o Natal, depois… sempre o tempo a passar, muitas vezes, sem nos apercebermos de coisas importantes que iremos recordar com saudade daqui a uns anos e nos perguntarmos: Porque é que não gozei mais o tempo quando eles eram crianças?  

No primeiro dia de aulas notei que às 7:30 estávamos os cinco juntos ao pequeno-almoço, num rodopiar à volta da mesa a lutar pelas torradas, a passar a faca da manteiga, a aquecer o leite, a buscar os cereais, a falarmos “quase” todos ao mesmo tempo em conversas cruzadas sobre lembretes, recomendações e planos do dia que ia começar, como há algum tempo não se passava.

Ao ver-nos todos juntos pela manhã, após um período longo de descanso dos miúdos em que os adultos tomavam o seu pequeno-almoço tranquilos, ensonados e perdidos nos pensamentos do que vão fazer ao longo do dia de trabalho. A confusão saudável que fervilhava à nossa volta não acontece sempre e um dia acaba definitivamente. Faz-me recordar a canção dos ABBA “Slipping through my fingers” (se puderem ouçam-na e procurem enquadrá-la neste sentido). O tempo passa e, sem darmos conta, eles crescem demasiado depressa e ficam sempre muitas coisas que gostaríamos ter feito e não fizemos. Porquê? Não é só a falta de recursos financeiros ou tempo, simplesmente, na maior parte das vezes, estamos distraídos.

Devemos apreciar todos estes momentos simples e saboreá-los. Afinal, é SÓ uma das partes mais importante das nossas vidas. 

 



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