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José Carlos Antas

jose carlos antasSempre que alguém pratica uma ação meritória, um comportamento altruísta, alguém que agarra uma causa nobre e a defende, faz “algo de útil” na sociedade sem qualquer ganho próprio, muitos admiram e aplaudem as respetivas ações e iniciativas. Todavia, muitos outros desconfiam e suspeitam das reais intenções, pois estranham que hoje em dia se faça qualquer coisa positiva sem um benefício pessoal de natureza financeira ou social.

Podemos alegar que esta crítica ou desconfiança surge porque as pessoas estão cansadas e desiludidas com promessas adiadas do foro político, ou com a crise económico-financeira que teima em não nos deixar. Podemos também alegar que os princípios éticos e morais são raros, dado que o lucro é o objetivo principal na sociedade atual. Os números surgem primeiro que as pessoas e, por isso, desconfia-se das boas ações e especula-se se o objetivo de quem as pratica se é verdadeiro ou dissimulado. Tudo Isto leva a que as pessoas se afastem, se inibam de dar um passo em frente para que não sejam expostas a críticas. Por exemplo, isto afeta o associativismo local/social e a cidadania ativa, onde cada vez mais é mais difícil encontrar alguém que assuma as direções ou executivos de algo que não dá nada em troca a não ser chatices e, seja qual for a decisão tomada, é-se sempre criticado. É um desgaste tremendo e o benefício nulo ou insuficiente para as dores de cabeça que se tem.

O ceticismo é tanto que a suspeição, por vezes, ganha contornos elaborados com intrincados esquemas fantasiosos e improváveis. Não quer dizer que não haja quem avance devido a determinados objetivos pessoais. Porém, também esses poderão ser legítimos, dado que se está a esforçar por alguma coisa útil e que ninguém quer fazer, por que não ter o direito a algum pequeno benefício formal e legal ou informal e social de uma forma transparente? O problema é que, mesmo que não tenha, há sempre a desconfiança, juízos de valor precipitados e/ou preconceitos que fazem surgir as críticas à ação pura, espontânea e simples sem quaisquer interesses secundários ou agendas escondidas.

Como disse um filósofo francês: “As racionalidades são tantas que nos tornamos céticos”. Mas há coisas que não podem deixar de ter dúvidas pelos valores e princípios universais como os direitos do homem, a liberdade, a paz, o meio ambiente, a cidadania participativa, ajudar quem necessita, etc. São estas coisas que nos devem distinguir como seres racionais que devem definir a linha do certo e do errado e nos dotar de uma consciência coletiva maioritária, onde quem faz boas ações deve ser enaltecido. Se for por altruísmo, saudemos, se for por ambição, desde que não prejudique ninguém e que faça um bom trabalho na defesa do que é justo, pois bem, que atinja os seus objetivos pessoais.

O que não podemos é criticar por não sermos capazes de assumir a iniciativa e, como tal, desvalorizamos as ações dos outros para não ficarmos diminuídos pela nossa inação, comodismo ou mesmo falta de coragem de liderar e de surgir na frente das ideias e dos ideais que acreditamos.

Somos, de facto, seres maravilhosamente complexos.

 



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