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José Carlos Antas

jose carlos antasA série Walking Dead tem sido um enorme sucesso mundial e tem muitos fãs em Portugal, eu incluído. A história já vai em seis temporadas e promete continuar a dar que falar e a conquistar audiências. É claro que existem muitas pessoas que não gostam porque é violenta (por vezes, algo repugnante), outras que pensam que é apenas mais uma série de zombies ou, simplesmente, porque preferem outro tipo de programas.

Mas o que é interessante nesta série é a capacidade que os argumentistas têm em captar o interesse da audiência com constantes cenas de ação, personagens muito fortes e um intenso drama psicológico pela sobrevivência. E é aqui que, na minha opinião, tem sido o segredo desta história. Vai muito mais além de zombies a caminhar de um lado para o outro. Se formos a ver bem as coisas, eles até nem são os piores porque se limitam a arrastar-se, são lentos e nada inteligentes. O problema são os vivos… como sempre.

A luta pela sobrevivência, os dilemas morais e éticos com que as personagens são constantemente postas à prova nas mais diversas situações. Num tempo onde não há lei nem ordem, o caos impera e os grupos organizam-se e tentam sobreviver pela lei do mais forte. A seleção natural impera e os fracos ficam pelo caminho. Todos estes aspetos levam-nos a pensar em situações extremas (não de zombies, claro), mas de desorganização social, de situações limites de escassez, de catástrofe, de guerra que fazem os instintos mais primários e básicos surgirem em nós.

Se pensarmos bem, normalmente, quando os bens são escassos e as oportunidades também, reagimos exageradamente em situações simples e banais. Basta lembrar das cenas que assistimos no mundo nas promoções Black Friday quando as pessoas se debatem por artigos que não são bens essenciais, mas que estão a baixo preço. Basta lembrar quando há greve de transportes e todos querem entrar no autocarro/comboio/metro que chega já apinhado de gente, as discussões e os empurrões que surgem. Basta lembrar do ambiente pesado que fica quando há apenas um lugar vago para promoção numa equipa de dez ou vinte colaboradores, por muito bons amigos e colegas que sejam. Basta lembrar de um espaço livre num estacionamento cheio e dois carros a quererem estacionar, com os seus condutores a discutirem quem é que chegou primeiro. Agora imaginem cenários onde a água e a comida escasseia, os remédios são bens raros e a saúde e a higiene preciosidades.

Mas eu também lembrei-me de escrever este mês de Junho sobre o “Walking Dead” porque nós, nesta rotina casa-trabalho-casa, fazemos o nosso caminho com o olhar vazio nos nossos pensamentos, seja nos transportes, seja na nossa viatura onde planeamos muitas vezes na nossa cabeça como vai ser o nosso dia. Lá andamos de um lado para o outro, fazendo o nosso caminho sem dar conta que o tempo passa.

Está a chegar aquele período do ano em que necessitamos de férias (eu confesso que sinto isso), de carregar as baterias para não chegarmos ao ponto de nos arrastarmos para o trabalho e parecermos zombies de um lado para o outro, fazendo apenas pausas para “trincar” qualquer coisa, simplesmente porque tem que ser e porque a nossa natureza manda.

Acho que precisamos de quebrar a rotina.

 



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