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José Carlos Antas

jose carlos antasUltimamente, o Orçamento de Estado para 2016 tem vindo a ser discutido, debatido e argumentado cá e lá, leia-se no país e na Europa. O Governo diz que negociou e que teve de fazer algumas cedências a “Bruxelas”, mas que não ferem os compromissos da campanha, nem os compromissos com os partidos que o apoiam. Por outro lado, a oposição vacila entre um orçamento que agrava a carga fiscal e o orçamento que não cumpre porque as receitas do Estado estão inflacionadas (explicando tudo, de uma forma muito simplificada). Porém, como a nossa experiência nos tem vindo a dizer ao longo do passado recente, ainda não sabemos bem qual será o seu impacto nas nossas vidas comuns, porque futurologia e folhas de cálculo no computador podem não ser sinónimo da realidade.

O que sabemos de certeza é que nestes últimos tempos, no que respeita ao nível económico, muitos portugueses têm mantido a sua vida sobrevivendo ao dia a dia. O rendimento pode dar para os gastos mensais, para uma ou outra despesa extra, até que chega um determinado período do mês, em que cada vez que vamos ao multibanco notamos que o saldo aumenta… Como é possível? Depois olhamos melhor e vemos que tem um sinal de menos (-) à esquerda dos números e nos apercebemos que já estamos com saldo negativo. Nessa altura paramos de gastar, nomeadamente em “luxos”, como um passeio com a família, um jantar fora ou um cinema (coisas que, hoje em dia, começam a ser sinais exteriores de riqueza), a não ser que ainda existam algumas despesas obrigatórias, pois a experiencia diz-nos que essas devem estar guardadas para os primeiros dias após o vencimento cair na conta, para ficar tudo despachado… ao estilo do ditado português: “Paga a quem deves e vê o que te fica”. Após isso, apenas se gasta nas compras necessárias ou numa ou outra peça de roupa e chegamos ao fim do mês a “zeros” ou, pior ainda, a “negativos”.

O problema é que não se consegue juntar um pé-de-meia para alguma necessidade e, se o fizermos com algum esforço, acontece sempre algum imprevisto como uma avaria no carro, uma consulta ou exame que temos de fazer, o cão que tem de ir ao veterinário (para aqueles que têm cão e o levam ao veterinário), um aniversário ou casamento de alguém próximo que não podemos arranjar uma desculpa para não ir. Enfim, coisas normais e rotineiras que acontecem. Daí que não se conseguem juntar umas poupanças para o futuro, para a nossa velhice, com a agravante de que, quando chegarmos à idade da reforma, pouco ou nada deverá haver para distribuir para o número elevado de idosos que a população terá. Os filhos estarão longe, imigrados no estrangeiro, ou então, não os tivemos porque estávamos ocupados a fazer contas à vida. Assim, deste modo, vamos vivendo ou sobrevivendo actualmente, educando os nossos filhos e cuidando dos nossos pais e, claro, esperando por tempos melhores.

Neste entretanto, ficamos a saber que a Europa gastou nesta crise económica cerca de um décimo da sua riqueza para salvar… bancos. 

 



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