PUB

cm chamusca covid

PUB

clickaporta

PUB

cms visitestr

PUB

castelo bode

 PUBaguas santarem 600x110

José Carlos Antas

jose carlos antasDizem que o tempo é das coisas mais democráticas do mundo porque é distribuído de igual forma por todos, independentemente da posição social, nacionalidade, etnia, ideologia, etc. Mas desconfio que o tempo nos engana e nos faz partidas, talvez ele tenha mesmo mau feitio.

Finge ser constante, mas não é. O tempo tem diferentes ritmos na nossa vida e penso que faz isso propositadamente. Se queremos que passe depressa, ele abranda, se queremos que passe devagar, acelera. Não tenho dúvida disto, pois a grande maioria de nós tem a noção que o tempo passa mais devagar quando somos crianças e queremos crescer, desempenhar a profissão que sonhamos ser, conduzir um automóvel, ter liberdade e autonomia para sair com os amigos. Também na escola quando queríamos que as aulas acabassem rapidamente e começassem as férias e, por vezes, até as férias grandes pareciam muito longas, já para não falar dos dias que antecediam o Natal que eram bem lentos e demorados com as prendas junto à árvore a desafiarem constantemente o nosso espírito aventureiro e engenhoso para abri-las sem os pais saberem.

Mas também todos temos a sensação que o tempo passa depressa demais quando há um trabalho para apresentar num determinado prazo, quando temos um transporte para apanhar, quando o trânsito não nos deixa chegar onde temos de estar a determinadas horas.

Porém, apesar destes exemplos pontuais referidos, acho que a partir de uma determinada idade, os minutos de cada hora encurtam, assim como as horas de cada dia, os dias de cada semana, as semanas de cada mês e os meses de cada ano. Acho que a partir dos vinte cinco, trinta anos o tempo acelera, finta-nos, distrai-nos e envelhece-nos muito depressa. Leva-nos o cabelo ou pinta-o de branco, acrescenta-nos umas rugas e, por vezes, umas cicatrizes, umas delas físicas, outras na alma. Mas também dizem que o tempo é a melhor cura, que tudo suaviza à sua passagem.

Existem cursos de “Gestão do Tempo” em muitas variantes, de modo a permitir que este não nos engane tanto e talvez ajude a compreender porque há pessoas que conseguem fazer muitas coisas num determinado período de tempo e outras não. Penso que terá a ver com a organização, o método, a priorização das tarefas de uma forma lógica que consegue maximizar a eficiência e faz parecer que o tempo estica.

O que é realidade é que estamos com o Natal à porta, o que significa que este ano está a despedir-se. E o que fizemos ou deixámos de fazer em 2015 já não importa, é passado e é irreversível.

Por isso devemos aproveitar bem o tempo, saboreá-lo como uma boa refeição, estabelecer objetivos de acordo com o que realmente é importante para nós. Não queremos chegar a um determinado período da nossa vida, quando o nosso tempo limite escasseia, olharmos para trás e perguntamo-nos: Porque é que não fiz aquela viagem? Porque não aceitei aquele emprego? Porque não pedi desculpa? Porque não disse o que pensei ou agi como devia?

Ao contrário do que nos parece, o tempo é constante e tem os mesmos minutos, horas, dias, meses e anos há muito, muito… tempo.

Desejo a todos um Bom Natal e uns ótimos 366 dias de 2016 (este ano até temos um bónus de um dia extra para aproveitar).

 



PUB

PUB

scalhidraulica 2021

PUB

ipsantarem mestrados

PUB

Anuncio AR Chamusca

PUB

almeirim sopapedra

Quem está Online?

Temos 611 visitantes e 0 membros em linha