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José Carlos Antas

jose carlos antasDepois da longa pré-campanha e campanha em Portugal, depois das sondagens mensais e semanais, que foram extremamente comentadas, criticadas e analisadas, chegou o dia 4 de Outubro e, finalmente, tiveram lugar as eleições legislativas. Os portugueses pensavam que terminara a campanha e que o discurso político intenso que nos invadia a televisão, rádio e jornais, iria abrandar, mas enganaram-se.

Passados quinze dias das (bem)ditas eleições ainda não sabemos ao certo quem ganhou e quem perdeu. Parece uma daquelas novelas intermináveis em que os argumentistas arrastam a história por longos e intensos episódios cheios de…nada. Ou então, para quem gosta de séries de TV, o fim da primeira “season” foi com as eleições e logo começou outra temporada com as reuniões bilaterais, trilaterais, presidenciais e outras coisas mais. O enredo adensou-se e agora não sabemos como os argumentistas vão descalçar a bota, como irão por um ponto final com coerência e de forma percetível para os telespetadores desta “Guerra dos Tronos” portuguesa. Espero que não se lembrem de um desfecho como da série “Lost” (Perdidos) que tinha milhões de fãs em todo o mundo e quase nenhum deles percebeu o que tinha acontecido, ou qual a coerência daquele estranho e misterioso final (quem seguiu a série saberá do que estou a falar).

Mas voltando ao que é mais palpável, vou opinar sobre os resultados, afinal, já que tantos o fazem porque não eu. Como dizia um meu professor “a opinião é o conceito mais básico do conhecimento”, não é científico, metodológico ou doutrinal, simplesmente cada um tem a sua. Desta forma, acho que temos um vencedor que perdeu: A PaF, que venceu com maior número de votos, mas perdeu a maioria. E um perdedor que poderá (ou procura) vencer. Isto é, o PS que não obteve a vitória, mas que procura uma maioria parlamentar governável de esquerda. Concretamente, na minha opinião, em termos individuais partidários, os vencedores inquestionáveis foram: o Bloco de Esquerda que soube capitalizar a sua representação parlamentar e o partido das Pessoas, Animais e Natureza que se destacou dos “pequenos” partidos, como o Livre, o PDR, o PCTP/MRPP, elegendo um deputado. Quanto aos perdedores, talvez todos os outros, com a exceção da CDU que manteve (ganhou 1 deputado, mas perdeu o lugar do pódio para o Bloco).

Esta é uma leitura simples porque apenas reflete percentagens e números, e isso é concreto. Podemos pegar nos números e analisá-los de muitas maneiras, mas não vale a pena teorizar demasiado, pois o que é um facto importante é que passaram quinze dias e ainda não temos a certeza de quem irá governar o país.

Não vou fazer futurologia como inúmeros de comentadores ou cronistas que vaticinam um futuro negro ou uma nova alternativa, que preveem eleições para o ano de 2016 ou um entendimento duradouro à esquerda ou ao centro. O que eu quero, sinceramente, é que se acabem as indefinições, que o sentido de Estado subsista às ideologias e aos protagonismos das personagens desta complexa “Guerra dos tronos”, que os argumentistas pensem em Portugal e não nas agendas de A ou de B. Que dentro da legalidade constitucional se chegue a um governo que efetivamente governe. O tempo é demasiado importante para hesitações, calculismos eleitoralistas, falta de estratégia e falta de liderança. Francamente, não sei como vai acabar a série, talvez necessitemos de um novo casting de atores para as personagens principais.

Porém, animem-se os portugueses pois vai estrear uma outra série em breve. Tem já muitas personagens, sendo que as principais são: comentador televisivo chamado Marcelo, uma senhora que tem o nome para onde quer ir (Belém), um senhor com idade de avô que se chama Neto e um senhor que tem um nome comum a um ex-presidente (Sampaio), entre outros. Será transmitida em canal aberto… que sorte.

 



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