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José Carlos Antas

 jose carlos antas“Quente, Plano e Cheio”, é assim que Thomas L. Friedman descreve o nosso planeta no seu livro. O aumento da temperatura, as alterações climáticas, a escassez de recursos, a globalização e o crescimento exponencial da população mundial desde o século XX, são problemas transnacionais aos quais ninguém fica incólume ou preservado.

A Origem (resumidamente e de grosso modo)

O mundo está cheio, “mais pequeno” e com escassez de recursos. Isto é inegável. Por isso, esta crise de refugiados que assistimos na Europa é, infelizmente, uma consequência previsível. Sabemos que na sua maioria as razões apontadas são para fugir à guerra, à fome e às perseguições, mas também existem muitos migrantes que são de países que têm condições de vida miseráveis, por exemplo Bangladesh, Paquistão, Afeganistão, etc. Ou seja, na origem temos a sobrepopulação asiática, a guerra do Médio Oriente e África subsariana, assim como, o crescimento consistente do deserto do Sahara, solos estéreis, a subida do nível do mar (segundo a NASA, 8 cm desde 1992) e muitas outras razões ambientais, sociais, económicas e políticas.

O que fazer?

Não há soluções fáceis nem receitas 100% corretas, por isso não vou ser eu que as vou apresentar, quando existem várias instituições com inúmeros políticos, funcionários e técnicos especializados cujas responsabilidades estão definidas para responder prontamente a este problema (ou, pelo menos, deveriam responder prontamente). Todavia penso que deve ser encontrado um equilíbrio para o bem de todos. A crise dos refugiados é um problema humanitário e a Europa envelhecida, cautelosa e em crise, vacila ao sabor de várias cabeças de líderes que abrem os braços ou, antagonicamente constroem muros.

As pessoas reagem e emitem opiniões emotivas consoante as mentalidades, como se houvesse apenas o preto e o branco, os bons e os maus, o positivo de um lado e o negativo do outro. Se assim fosse tudo seria mais fácil, só que há demasiados cinzentos, aliás nós vivemos num constante cinzento e o grande desafio é descobrir nesse denso e cinzento nevoeiro o caminho mais adequado, sempre limitado à nossa inteligência humana, que permita resolver os assuntos ou atenuá-los.

Na minha opinião, em primeiro lugar há que ter coragem política para atacar as causas, sejam elas de que natureza for. A Europa indecisa e a tocar uma orquestra desafinada dependeu quase sempre dos EUA para resolver os problemas externos mais musculados. Só que a “águia” tem as garras mais recolhidas e redefiniu as suas prioridades (nomeadamente o Pacífico) e a Europa como tardou em afirmar-se em tempo de paz, com uma política externa devidamente consolidada, está agora desorientada em tempo de crise.

Em segundo lugar, ou melhor, paralelamente há que mitigar as consequências. Providenciar ajuda humanitária e condições básicas de saúde e higiene para os milhares de pessoas que procuram refúgio. Mas há que fazê-lo de forma controlada, organizada e uniforme a todos os membros da União Europeia. Ajudar uma massa humana desesperada que procura sobreviver não é fácil e sem organização e pessoal especializado é o caos.

Nós

Do sofá confortável da nossa sala parece que as soluções são simples, os culpados perfeitamente identificados e as medidas não nos irão afetar. Todavia, independentemente do que irá acontecer, vamos sentir os seus efeitos, agora ou daqui a uns anos. Por exemplo, se a segurança interna for descurada e temos a sensação de um frio na barriga cada vez que entramos num avião ou quando ouvirmos sons que sugerem tiros; ou então se a segurança for tão apertada que temos de passar várias barreiras policiais/militares para ir apenas para o trabalho ou levar os filhos à escola; Se um dos nossos filhos for mobilizado para lutar num país estrangeiro; Se os impostos aumentarem para ajudar na solidariedade social ou para a segurança e defesa; Se o medo acordar ideologias há algum tempo adormecidas, etc. São apenas exemplos de eventuais situações para refletirmos sem extremismos, nem pensar apenas no imediato com emoção do “a favor ou contra”, mas perspetivar logicamente e racionalmente o futuro próximo, para poder atuar no presente em consciência e com dignidade (mais uma vez, limitada à inteligência humana com as suas virtudes e defeitos).

Às vezes questiono-me como o Homem evoluiu das cavernas para uma sociedade tão complexa. Porém, quando o verniz da civilização estala, os instintos mais básicos vêm ao de cima e o medo, a sobrevivência, a insegurança, a ameaça do desconhecido ou de um futuro incerto põe-nos desconfiados, ansiosos e imprevisíveis.

O título

Onde os pássaros não voam, no livro de Thomas Friedman, é um lugar tão seguro que nem é permitido os pássaros voarem, “(…) é um lugar onde as pessoas não se misturam, onde não são estimuladas ideias, não se criam amizades, não se quebram estereótipos, não existe colaboração, não se cria um clima de confiança e não se sente liberdade.”

Não quero uma Europa assim, quero uma Europa livre, democrata, humanitária, mas também segura forte e decidida. Para quando? Não sei. Liderança precisa-se.



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