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José Carlos Antas

jose carlos antasAprofundei os meus conhecimentos sobre o que era um gambá no filme de animação “Pular a cerca” (2006). É verdade que já foi um pouco tardiamente na minha vida, mas como estamos sempre a aprender e não é um animal comum por aqui na Europa, tenho algumas atenuantes.

O gambá é um animal que perante o perigo faz-se de morto até a ameaça passar. Enganando os predadores consegue fugir (obviamente, nem sempre) aos problemas que estes criam. Ora, por vezes, acho que muitos de nós seguimos este exemplo. Ou seja, de uma forma passiva, quando há um problema não o enfrentamos e esperamos que este passe ou se resolva por si só. Só que, tal como o gambá, nem sempre passa sem encontrarmos uma solução. Porém, a natureza é mais perfeita e dotou o animal com um odor fétido que ainda parece mais real o que ajuda neste disfarce, todavia, o ser humano nesta malha complexa que criou, que é a sociedade onde vive, não consegue escapar-se tão facilmente.

A negação, o fingir que está tudo bem, o ignorar as ameaças, não resolvem os problemas. Pelo contrário, adia-os e, por vezes, agrava-os de uma forma irreversível. Este exemplo serve para muitas situações na vida pessoal, profissional, politica, social e familiar de todos nós. Se não reconhecemos o que está errado, se não enfrentamos os nossos medos, os nossos problemas não se irão resolver. No entanto, no nosso país, nota-se através de uma apatia generalizada, não só das pessoas, como das próprias instituições, uma quietude, uma aparente normalidade que não transparece paz, mas sim instabilidade, um clima algo tenso pronto a explodir por coisas insignificantes, com muito nervosismo e ansiedade.

Como o gambá, que deitado no chão fica imóvel quase sem respirar, suspende a vida e olha pelo canto do olho para verificar se a ameaça já passou. Nós ficámos suspensos, vimos passar a troika, o desemprego, a pobreza, os azares alheios, as lutas que os outros travam, na esperança que se nos mantermos quietos não nos atinjam, não nos descubram, para que depois possamos continuar a viver a nossa vida.

Penso que, para o gambá as coisas são assim porque é a sua natureza e ele não pode alterá-la, mas nós humanos, enquanto seres racionais devemos enfrentar os medos, conhecer as ameaças, encontrar caminhos, procurar soluções, sempre erguidos e despertos. 

 



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