PUB

chamusca covid responsavel

PUB

banner cms riscos

José Carlos Antas

jose carlos antasNo primeiro mês de cada ano há quase sempre um sentimento de renovação. Estreiam-se as agendas novas, transcrevem-se os aniversários dos familiares e dos amigos, calendarizam-se os poucos eventos já previstos com uma letra ainda cuidada e percetível, afinal não vamos rasurar a agenda que nos vai acompanhar nos próximos doze meses, logo nos primeiros apontamentos.

O mês de janeiro é tempo de promessas e desafios: Vou fazer dieta, vou deixar de fumar, vou fazer mais exercício, vou fazer mais boas ações, vou terminar um curso ou iniciá-lo, enfim, projetos, objetivos e metas que se vão desenhando e concretizando ao longo do ano ou, por vezes, esfumando-se na vida quotidiana e na falta de motivação, camuflada com inúmeras desculpas que nos parecem adequadas que tentamos dar aos outros e, sobretudo, a nós próprios.

Mas pronto, cá estamos em 2015 e para Portugal também os desafios são muitos. Sabemos que o país entra neste ano mais pobre e não estou a falar em riqueza produzida ou capital, mas sim na perda de população que tem vindo a acentuar-se nos últimos anos. Desde os censos de 2011 que a curva é descendente e dos cerca de 10.557.000 dessa altura, já perdemos perto de 180.000 (dados da página do PORDATA). Mas o problema principal não é esse, segundo o mesmo “site” tínhamos cerca de 45 idosos para cada 100 jovens no ano de 1981, em 2011 o número subiu para 125,8 idosos por cada 100 jovens e em 2013 para 133,5 idosos/100 jovens. Ou seja, somos menos e mais velhos e não estamos a renovar as gerações, para não falar do saldo migratório negativo que nos leva a mão-de-obra especializada, força de trabalho, jovens e adultos e, consequentemente, as famílias que vão ou que se constituem além-fronteiras.

E o que isso implica?

É claro que alguém já fez umas contas (Projeções 2030 e o Futuro, da Fundação Francisco Manuel dos Santos) e contemplou três cenários distintos num cálculo para o ano de 2030:

O primeiro é um cenário em que tudo se mantem tal como está hoje. Um número de 1,37 filhos por mulher e uma esperança de vida de 76,4 anos para os homens e 82,3 anos para as mulheres.

O segundo cenário é calculado com base num índice de fecundidade que aumentasse significativamente (cerca de 2,0 filhos por mulher) e a esperança de vida fosse de 82,3 anos para os homens e 86 anos para as mulheres.

Finalmente o terceiro cenário (e o mais provável segundo estes investigadores), reflete um índice de fecundidade de 1,6 filhos por mulher e a esperança de vida igual ao segundo cenário.

Como consequência, em qualquer dos casos a população diminui em 2030, mesmo no cenário mais otimista, atingindo os cerca de 10.170.000 habitantes e em 2050 será de 9.380.000. No pior dos casos, ou seja, se tudo ficar como está, teremos uma população cerca de 9.586.000 em 2030 e 7.885.000 em 2050. E atenção, o índice de idosos por cada 100 jovens, no melhor dos cenários, atinge 182,1 (2030) e o pior cenário 213 (2030).

Haveriam mais dados para publicar, mas não quero ser exaustivo e deixo aqui o link para os mais interessados ou curiosos: http://www.apdemografia.pt/ficheiros/1550387535.pdf.

Por outro lado, nos últimos meses deste ano surgiu uma tendência de aumento da taxa de natalidade, por isso vamos ter esperança numa melhoria das condições de vida em Portugal, afinal se o pior cenário é este em que nos encontramos, a partir daqui só temos de melhorar… sinceramente, quero acreditar nisso.

Penso que o nosso território tem muito potencial que não é explorado convenientemente, de modo a gerar emprego, estabilidade e uma perspetiva de futuro para quem aqui nasce. São necessárias políticas corajosas e eficazes de apoio às famílias, não só de teor fiscal, mas sim da educação à saúde, do emprego à segurança social, politicas integradas de desenvolvimento sustentado. Não esqueçamos que o tempo passa depressa e 2030 está à porta... já estamos em 2015. 



leziria startup

 

Slide backgroundSlide thumbnail

PUB

PUB

Scalhidraulica

Quem está Online?

Temos 738 visitantes e 0 membros em linha