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José Carlos Antas

jose carlos antasCaro Pai Natal,

Eu sei que o Natal é tempo de confraternização e esmeramo-nos em campanhas solidárias que eu me associo e contribuo, mas mesmo portando-me bem e pagando os meus impostos, IRS, IUC, taxas moderadoras, IMIs, etc, penso que não é suficiente, que gastei mas do que devia e sou castigado ano após ano. Confesso que quando chega a altura de eu querer comprar alguma coisa para oferecer, cada vez que vou ao multibanco e levanto dinheiro, a minha conta aumenta, mas só depois verifico que tem um sinal de “menos” à frente. É a fase que eu entro em negativos. Estou desconfiado que as máquinas estão com problemas.

Pai Natal, se não te importas, gostaria de saber porque é que nos últimos tempos as tuas prendas têm sido cada vez mais pequenas, em alguns casos, oferecidas em doze prestações ao longo do ano. Se for uma peça do Ikea para montar, dividimos em doze partes entregando uma parte cada mês e em dezembro poderia ser dada a chave sextavada necessária para concluir a “construção”. Eu sei que o espirito de Natal não devem ser os bens materiais, mas um agradozinho, todos gostam de receber e de dar a quem nos é querido.

Pai Natal, também não percebo porque o mês de dezembro ficou mais triste e menos iluminado e as pessoas andam pensativas e com saudades dos Natais quando tinham cá muitos parentes e que agora são menos porque muitos emigraram e há menos jovens e crianças.

Por falar em crianças, saiu há pouco tempo o ranking das escolas e achei que a percentagem de alunos carenciados nas escolas públicas é bastante elevado, eu sei que não podemos todos começar a vida em igualdade de circunstâncias, mas peço que o Estado consiga dar, pelo menos, bases comuns para que diminua as desigualdades e permita que as capacidades de cada um sejam aproveitadas e não se percam por barreiras materiais instransponíveis.

Pai Natal gostaria de pedir também, que todos os nossos políticos gostassem efetivamente do país que servem e encontrem o mapa que perderam há algum tempo atrás e onde deve estar assinalado o rumo que Portugal tem de seguir, pois parece-me que estão a “navegar à vista” e nos últimos tempos tem havido muito nevoeiro. Talvez por isso, existem alguns que querem “branquear” as coisas, de modo a ajudar a encontrar o caminho.

Enfim, Pai Natal, eu sei que sou o culpado, tive preguiça e não votei, não saí da minha zona de conforto para me insurgir contra as injustiças, para ajudar no meu bairro, na minha freguesia, no meu concelho, no meu país. Fechei-me em casa e do meu computador para todo o mundo, protestei energicamente com linhas escritas, gritei com maiúsculas e publiquei símbolos de indignação e frases feitas que dizem verdades universais. Apontei erros incontáveis, talvez alguns não o fossem, mas falhei na procura de soluções.

Sim, Pai Natal, prometo que irei mudar, prometo que serei mais proactivo e atento, mais informado e inquiridor para poder discutir e apresentar alternativas viáveis. E se eu posso mudar, outros mais me poderão acompanhar numa intervenção positiva na sociedade, numa cidadania ativa, sem olhar a ideologias ou crenças, mas pelo bem comum, pelo nosso bem. Talvez assim, para o ano, possamos todos ter um Natal um pouco melhor.

Um abraço, Pai Natal e Boas Festas para ti também.



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