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José Carlos Antas

jose carlos antasNum curto período de tempo a Força Aérea Portuguesa intercetou por duas vezes aviões russos em espaço aéreo internacional sob a nossa jurisdição. Também no âmbito de uma missão NATO no Báltico, F-16 portugueses já tinham identificado e intercetado aeronaves russas por aqueles lados e há vários relatos de voos semelhantes nas áreas limítrofes da Europa “Ocidental”. Para além disto, surgiu um navio hidrográfico da mesma nacionalidade na nossa Zona Económica Exclusiva e um submarino misterioso para os lados da Suécia. Esta atividade militar intensa por parte da Federação Russa não deixa de levantar algumas suspeitas e questões. Manobras provocatórias à liberdade, autonomia e independência dos Estados? Como demonstração de força? Para explorar fragilidades? Com que finalidade? Pode ser tudo e pode não ser nada disto. Teorias há muitas e para todos os gostos, mas temos de refletir sobre um aspeto importante: A Defesa.

A Europa tende a não perspetivar o futuro de uma forma prática e real, em observância às constantes mudanças que ocorrem no mundo, sejam elas de cariz político, social, militar ou mesmo religioso. Como velho continente que é, deveria ter mais discernimento e procurar uma visão mais objetiva, integrada e inteligente, mas infelizmente não, prefere ignorar, como se atravessasse uma fase de negação do que se passa à sua volta. Por exemplo, se por um lado, os russos sobrevoam as áreas limítrofes e apoiam, mais ou menos explicitamente, os movimentos separatistas da Ucrânia (país que tende a aproximar-se da União Europeia), por outro, há o Estado Islâmico que comete atrocidades e que está às portas da Turquia (país membro da NATO), por outro ainda, existe a instabilidade latente nalguns países do Magrebe que, após a denominada “Primavera Árabe”, ainda não encontraram a estabilidade necessária para governar, não esquecendo que são uma porta para a imigração clandestina rumo à Europa do Sul nomeadamente, Itália e a nossa vizinha Espanha (uma tragédia humana que aparentemente nos passa ao lado).

Obviamente, não defendo uma escalada bélica nem alarmismos desmesurados, mas defendo a prudência e a diplomacia através de uma política externa europeia atenta, coesa, determinada e bem direcionada. Nesta matéria, atualmente a Europa é como se fosse composta por vários músicos com algum potencial, mas cada um toca à sua maneira e a orquestra soa desafinada e desarticulada.

O que é um facto é que as ameaças estão aí, internas e externas, e a Europa parece em estado letárgico à espera que as situações se resolvam por si. Parece que está convicta que os EUA estarão sempre presentes quando precisar, mas também estes têm as suas limitações. Com um governo democrata na Casa Branca a politica externa tende a ser menos musculada e o próprio presidente Obama já tinha advertido há uns tempos atrás que os países europeus que tem de ter um papel mais ativo no contexto internacional.

Penso que, com uma estratégia centrada sobretudo na economia e na área financeira, a UE tem desvirtuado valores pelos quais se constituiu, com cada estado-membro a fazer por si, demonstrando muito egoísmo e pouca fraternidade e entreajuda. Porém, se a UE tem falhado neste aspeto, talvez, através das ameaças e dos problemas correntes, sinta a necessidade de se unir, lutando efetivamente pelos valores da liberdade, dos direitos humanos, da paz e do desenvolvimento. Só assim é que se poderá afirmar e ter uma voz ativa e respeitada na denominada “Comunidade Internacional”.

Resumindo e concluindo, Portugal como membro da NATO e da UE, tem as suas responsabilidades repartidas nestas duas organizações e os problemas são comuns, quer estejam geograficamente mais longe ou mais perto, por isso deve assumir os seus deveres de forma inequívoca, para poder invocar os seus direitos, se necessário.

A falta de investimento na Defesa e na Segurança faz com que haja “pontas soltas”, facilitismo, menos controlo e que surjam espaços vazios que possam ser preenchidos com eventuais ameaças. Nos casos recentes acima mencionados demonstrou prontidão, capacidade de reação e profissionalismo, apesar de todas as limitações que tem atualmente. Porém, as perguntas que ficam (literalmente) no ar é:Será que passaram outros sem nos termos apercebido? Se sim, há quanto tempo andam por aí? E, já agora, o que pretendem em concreto?



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