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JOSÉ GAIO, Jornalista

As manchetes das edições da segunda semana deste mês dos jornais Cidade de Tomar e O Templário tratavam o mesmo tema. A condenação a 14 anos de prisão de um jovem que esfaqueou mortalmente um homem nas ruas de Tomar.

Mas o que é surpreendente pela negativa é que nenhum dos jornais tinha qualquer jornalista na leitura do acórdão do tribunal.

Ou seja, a manchete dos dois jornais baseou-se naquilo que outros escreveram na internet como o blogue tomarnarede e o jornal O Mirante, únicos órgãos de comunicação social que acompanharam a leitura do acórdão.

Infelizmente, o plágio descarado e sem o mínimo de pudor ao não referir-se a fonte de informação é também uma prática que se estende às rádios locais.

A propósito deste tema e por coincidência, uns dias antes o Conselho Deontológico (CD) do Sindicato dos Jornalistas emitiu uma Recomendação depois de analisar várias queixas sobre casos de plágio e sobre outros incumprimentos de natureza ético-deontológica nas práticas jornalísticas.

O CD “constatou a existência de trabalhos inspirados em artigos de outras publicações, alguns deles com excertos exatamente com as mesmas palavras, sem a ética do respeito pelo seu autor. Há casos de parágrafos simplesmente transcritos e outros a que foi dada nova redação, mas em que é percetível, na comparação, a existência de plágio”.

Na recomendação refere-se ainda que “a imitação ou cópia fraudulenta pode assumir formas menos manifestas, mas igualmente graves, nomeadamente a retirada de fragmentos de texto de fontes diversas. Outras situações consistem em combinar elementos alheios com elementos próprios, para elaborar um novo conteúdo sem indicar a proveniência ou sem atribuir sequer uma única citação.”

Para o CD “tais práticas não constituem apenas uma prática individual de apropriação indevida da propriedade intelectual ou a violação de direitos de autor. A prática dessa “grave falta profissional” de natureza ético-deontológica atinge, em primeiro lugar, quem é plagiado, mas também são lesadas as publicações donde foi copiado o texto ou a ideia e a que reproduz a cópia”.

Conforme o CD conclui, com este tipo de atuação “é ultrajada toda a classe profissional, cuja credibilidade é fortemente abalada pela prática do plágio, assim como são também lesados os públicos, que são defraudados pela falta de autenticidade e pela falta de criatividade jornalísticas”.

Como dizia um professor meu da faculdade, “copiar é feio, plagiar é pecado”.

José Gaio



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