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Rui Barreiro

rui barreiroA sequência das estações do ano acaba por nos mostrar as coisas simples que a vida nos proporciona. Dos equinócios aos solstícios, a variação dos dias e das noites e as mudanças na natureza mostram-nos o ciclo da vida e reduzem a nossa importância neste imenso universo.

Na verdade, a nossa efémera passagem neste mundo é ao mesmo tempo única e ínfima. A construção da nossa vida é muitas vezes elaborada e alicerçada em planos que nem sempre entendemos ou a que nem sempre damos a devida atenção.

No mundo associativo, na política ou no desporto há sempre posições antagónicas, diferenças e muitas vezes conflitos. O indivíduo, o cidadão, o contribuinte, o pai ou a mãe desempenham vários papéis na sociedade em que vivemos. Sociedade de consumo, onde o usar e deitar fora se torna banal, tal como a violência, a destruição e a falta de solidariedade.

O Papa Francisco vem apelando, como poucos, para a necessidade do Homem viver em harmonia com a Natureza e para perceber que este planeta tem recursos finitos que devem ser geridos como se da nossa vida se tratasse, percebendo que se usamos demais estamos a tirar a outros que precisam.

Sei, tal como muitos dos leitores, que na voragem da vida muitas vezes esquecemos estas verdades, por vezes inconvenientes e vamos colocando esta realidade na zona menos importante da nossa memória. Por vezes somos chamados a pensar nisto, seja por um evento pessoal, por uma notícia mais forte vista na TV ou por um daqueles acasos em que ao observar o céu estrelado assistimos à passagem de uma estrela cadente entendendo essa mensagem como se um arco-íris nos passasse pelo consciente e abanasse a nossa vida.

Precisamos de dar mais atenção aos outros. Aos que nos rodeiam e aos que vamos encontrando na nossa vida. A busca da felicidade, princípio orientador da vida para muitos, é, sem dúvida um caminho que pode ser feito nesta nossa passagem pela vida mas acreditando sempre que se nascemos iguais devemos procurar ajudar-nos a ter oportunidades idênticas. Vivemos num hemisfério e num continente de privilegiados apesar de convivermos com a pobreza e a desigualdade nas nossas fronteiras, dentro e fora delas.

A problemática dos refugiados e dos que procuram melhores condições de vida está longe de estar resolvida e o número de “muros” que se vão sucedendo por essa Europa fora não nos deve deixar indiferentes. Muitos são os responsáveis nesta tarefa e, infelizmente, nem todos cumprem a sua missão. A Liberdade como valor associado à Fraternidade deveria pautar as actuações de quem tem responsabilidade pública mas nem sempre tal acontece. Pensar primeiro em nós está de tal forma “entranhado” na nossa matriz comportamental que se torna difícil encontrar alguns “anjos da guarda” que vão transformando as nuvens negras em sol radioso, mesmo no Outono.

Estação excelente para reflectir sobre o nosso papel no mundo em que vivemos numa altura em que António Guterres parece estar ameaçado por um aliança de quem “manda”. Não deixemos tudo para os outros, façamos o nosso papel e pode ser que vejamos o nosso vizinho com outros olhos!



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