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Rui Barreiro

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No Vale de Santarém situa-se aquele grande estádio onde clássicos sem fim se desenrolavam até não haver luz. A Estrada Nova dava o espaço que a alma grande dos putos enchia de alegria. O futebol de rua era a modalidade mais praticada e desde o Valentão ao Zoca (esse meu amigo precocemente desaparecido) e ao pequeno André (mais tarde a paixão pelos cavalos mostrou que a sua altura era a indicada) não faltavam os craques que comigo disputavam esses desafios e nos ajudaram a crescer. O golo era a suprema alegria mas logo a bola voltava a rolar. E nós crescíamos entre algumas lágrimas, joelhos esfolados e “palavrões entredentes” naquele suor com mistura de pó e muita alegria!

Relembro também, hoje, quando escrevo esta crónica, em dia de Porto-Sporting, o grupo de 4 amigos, 3 Pedros e um Carlos, 2 do Sporting, 1 do Benfica e outro do Porto. Na universidade cimenta-se a amizade, fortalece-se para o resto da vida e ficam histórias inesquecíveis. Sempre que o orçamento permitia, o convívio futebolístico saía do estádio e esticava-se na tasca do costume. Ainda me lembro de nós, os quatro, celebrarmos com o Simon e o Mata a vitória do Porto, na então denominada Taça dos Campeões, em 1986. O futebol era e ainda é uma festa. É importante não o esquecer.

Fã de José Mourinho deslocava-me, mais tarde, com frequência, a Leiria e deliciava-me com aqueles ilustres jogadores então desconhecidos que batiam o pé a alguns grandes. Não perdi a oportunidade de ir assistir à final entre o Porto e o Mónaco. Levei o meu cachecol do Sporting e tudo correu bem. Felizmente! Também me lembro de ir às Antas, na estreia do Liedson no Sporting. O presidente do Porto estava em campanha de recolha de assinaturas para se recandidatar. Perdemos o jogo. Ambiente de clássico com sabor amargo. No entanto, fui bem acompanhado por ilustres Sportinguistas, qualquer um deles seria um bom presidente!

Grande Festa em Amiais de Baixo. O festival do “capado” a mostrar as iguarias gastronómicas da carne de caprino, agora nesta edição com um écran gigante para seguir as incidências do futebol deste fim-de-semana. É sempre um prazer ir visitar aquela grande Vila onde o futebol mobiliza toda a gente e as condições para a prática desportiva são exigidas pelo povo. A capacidade de arranjar voluntários que trabalham em conjunto, em prol da sua terra e das suas associações, também se deve à genial ideia corporizada pela equipa da Junta de Freguesia. Vale a pena guardar a marca e promover a carne do dito. Provavelmente, com o aparecimento de alguns rebanhos seria possível aumentar a qualidade da carne disponível e diminuir os incêndios na zona. Uma parceria entre os municípios ou as freguesias confinantes ajudaria a consolidar a zona de produção do capado.

Tivemos magia neste jogo. Slimani a facturar e os passes artísticos de Bryan Ruiz e de João Mário a fazerem as delícias dos Sportinguistas e de todos os que gostam do futebol. Artistas da bola que fazem o encanto dos espectadores. Três golos na primeira parte de um jogo intenso com clara superioridade do meu Sporting. Grande personalidade da equipa. Acreditar até ao fim é o lema dos Sportinguistas este ano! Por Santarém o futebol também corre nas veias de muitos e esta época teve emoção até ao fim. A crise também se faz sentir neste desporto mas quando olhamos para outros concelhos e outras cidades percebemos que ainda temos muito que “jogar” para subir de divisão.

 

Rui Barreiro



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