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Rui Barreiro

A chamada revolução dos cravos trouxe a palavra Liberdade para a ribalta em Portugal. No discurso do povo, a Liberdade passou a estar presente. Neste Abril em que se recordam alguns heróis que nos trouxeram a liberdade de escolher também importa reflectir em conjunto com os nossos leitores sobre o tema. Por Santarém, a Liberdade já foi tema de campanha eleitoral e ilustra pórticos, tendo até “baptizado” um jardim da cidade, ou seja, nos discursos, pelo menos, a liberdade não tem faltado.

Na verdade, Liberdade não é sinónimo nem de felicidade nem de riqueza, mas obriga a que todos os que dela usufruem tenham uma elevada responsabilidade. Talvez seja esta a verdadeira questão a ser colocada. Ser livre significa assumir os nossos actos e responder por eles. Infelizmente, esta responsabilidade acrescida que a Liberdade nos proporciona nem sempre é bem aceite. Em linguagem popular “total liberdade é proporcional à total responsabilidade”. Nós, enquanto cidadãos, temos consciência deste peso que transportamos ao dizermos e utilizarmos o termo Liberdade? Será que vivemos de acordo com o que a Liberdade nos dá?

Liberdade de optar, de pensar diferente, de nos manifestarmos, de votar. Ser livre!

O nosso grande Agostinho da Silva dizia que“a liberdade só existe quando todos os nossos actos concordam com todo o nosso pensamento” o que mostra bem quão difícil é sermos verdadeiramente livres. Já Nelson Mandela lembrava que “ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a liberdade dos outros”. Há quem considere que liberdade é poder viver sem ninguém mandar, mas Sartre diz que ser livre é a condição de ser homem e que o homem é antes de tudo livre.

A Liberdade foi tema de reflexão de muitos homens ao longo da nossa civilização e sobre o tema há imensos conceitos e escritos. Não pretendo ter a ambição de acrescentar muito mais mas apenas fazer com que neste Abril possamos crescer um pouco mais enquanto homens e mulheres, depois de 74. Alguns consideram que a liberdade de pensamento é a maior liberdade que é possível ter, outros consideram que sempre que estejamos fora da prisão já somos livres. O conhecimento e a sua busca ajudam-nos a ser mais exigentes mas também mais livres. Quando falamos de Liberdade temos de pensar naqueles que, ainda hoje, passam grande parte da sua vida a tentar subsistir, sem oportunidades de serem cidadãos livres.

Adaptando uma frase célebre de Martin Luther King pode dizer-se que somos livres para voar como os pássaros e para nadar como os peixes, talvez nos faça falta conseguirmos ser livres para nos tratarmos todos como irmãos!

Muitas vezes esquecemos que os outros somos nós. Na verdade, a vida em sociedade obriga-nos a um conjunto de deveres para usufruirmos dos direitos. Um dos nossos deveres é lutar pela Liberdade. Tal objectivo é muitas vezes esquecido a troco do nosso conforto, do nosso bem-estar. Felizmente tivemos cidadãos que cumpriram bem esse dever e continuam a ser exemplos de luta pela liberdade. Essa tem de ser a nossa mensagem deste ano. O exemplo devemos ser nós! E se onde vivemos tal não acontece os responsáveis estão encontrados.

Rui Pedro de Sousa Barreiro



Comentários   

0 #1 João 30-04-2015 18:15
Que belo tema. E bonito texto, até me parece conhecido.
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