PUB

chamusca covid

PUB

banner cms vamostodosficarbem

Rui Barreiro

rui barreiro

“Mais do que ser primeiro

Herói é quem

Sabe dar-se inteiro

E dentro de si mesmo, ir mais além”

Manuel Alegre

 

Este pequeno extrato que serve de mote ao meu escrito deste mês não pretende falar de Carlos Lopes ou Rosa Mota. Na verdade pretendo hoje falar dos heróis que não são notícia. Confesso que tinha outros temas mais actuais e “políticos” para escrever. Mas vou esperar pelo próximo mês!

Vivemos num país em que quase 20% da população está no limiar da pobreza, com rendimentos muito inferiores a 500 euros. Temos hoje pais e mães, avôs e avós que fazem verdadeiros milagres, que são verdadeiros heróis. Infelizmente, hoje, no nosso país, vestir, alimentar, comprar os livros, aquecer, educar, tornam-se tarefas com elevado grau de dificuldade e exigem dos cidadãos uma “ginástica” admirável.

Confesso que o contacto com as instituições que apoiam cidadãos em dificuldade me deixa sempre frustrado por, enquanto cidadão e político, não conseguir mudar este estado a que chegamos.

Para além da emigração forçada a que a Troika e o Governo condenaram muitos de nós, temos a vergonha nacional dos custos suportados pelos escândalos financeiros dos últimos anos. Mesmo assim, apesar de tudo, há heróis improváveis que dão do seu tempo e do seu dinheiro para melhorarem as condições de vida dos seus concidadãos. Não são notícia nos jornais e nas televisões mas merecem o nosso agradecimento, ainda que anónimo.

Temos, no concelho de Santarém, alguns grupos de dadores benévolos de sangue. Que salvam vidas com uma generosidade e um anonimato idênticos. Homens e mulheres que desinteressadamente dão do seu bem mais precioso. Percebi que é um nº muito reduzido de pessoas que dá sangue e que esse número tem diminuído, como se não fosse importante e necessário promover essa generosidade. E o que dão não é valorizado e socialmente realçado. Devia ser. A Troika não se meteu nisso. No entanto, o reconhecimento que tinham os dadores diminuiu drasticamente, entre taxas moderadoras e outros pequenos benefícios que se reduziram ou perderam.

A minha sugestão ao município escalabitano, que também passa dificuldades, é que promova a sério esta missão heroica, que use os serviços desportivos e escolares para sensibilizar os não dadores, agradecendo assim, em nome da comunidade, o serviço desinteressado prestado por estas mulheres e por estes homens ribatejanos que dão o seu sangue e que o fazem sem esperar qualquer reconhecimento. Apenas o sentimento de dever cumprido os satisfaz!

 

Rui Pedro de Sousa Barreiro



PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

ctx covid 19

PUB

Quem está Online?

Temos 728 visitantes e 0 membros em linha