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Rui Barreiro

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Do caso BES, passando pelos vistos Gold, eis-nos quase chegados ao Natal. Hoje, que deveria ser feriado em Portugal, muitos Portugueses continuam sem esperança num futuro melhor. Certo e sabido é que o Presidente da República, numa visita aos Emiratos Árabes Unidos, entre os diversos atributos de Portugal, realçou a existência de mulheres bonitas!

Repito, estamos no mês do Natal, não no mês do Carnaval. A frieza dos factos e a realidade dos números e da vida não nos deixa esquecer o País onde vivemos e, tal como o vento frio que nos desperta e acorda para a realidade, os dias de hoje para a grande maioria dos Portugueses são mais difíceis do que eram antes da Troika.

Aparentemente, os chamados “políticos de primeira linha” (a expressão não é minha) do PS e do PSD conseguiram, finalmente, entender-se mas pelos piores motivos, demonstrando que a sua realidade anda bastante desfasada da realidade da maioria dos Portugueses.

Imaginem que queriam repor as subvenções vitalícias dos políticos, numa altura em que a idade da reforma aumenta e os recursos financeiros disponíveis para os apoios a quem precisa diminuem, ao mesmo tempo que os impostos apresentam recordes de receita arrecadada (numa fase de crescimento negativo ou nulo da economia!).

Nem mesmo o Outono trouxe a capacidade de perceber o que o povo precisa. Felizmente o bom senso acabou por vingar, mas não deixa de se tirar uma lição: o consenso entre PS e PSD é possível mas não para aquilo que promove o bem-estar em Portugal para a maioria dos Portugueses.

E é precisamente nos aspectos que podem trazer desenvolvimento que precisamos de consensos. E não se pense que estou apenas a falar dos problemas que afectam o país. Esta receita também serve para os problemas que o Concelho de Santarém hoje apresenta, na Câmara, na Viver Santarém e nas Águas de Santarém. Infelizmente, este necessário entendimento anda muito arredado das decisões e dos decisores.

Nestes anos de democracia muitos indicadores são positivos. No entanto, parece que os queremos “enterrar” rapidamente, voltando a um passado que julgávamos longínquo mas que aparece cada vez mais no horizonte.

Quem tem filhos e netos a querer sair do país (para não falar de pais e avós) por manifesta impossibilidade de cá continuarem a ter uma vida digna, não aceita esta “democracia” que nos servem.

O problema não está, na minha opinião, na democracia mas sim nos actores, que ao longo dos anos nos aparecem nos “menus” partidários para escolha, não representando quem deviam, os seus eleitores. Sim, o problema é a economia, estúpido, poder-se-ia dizer, parafraseando outra célebre frase anglo-saxónica, mas eu digo que mais do que a economia e os rendimentos temos que falar de princípios, de igualdade e equidade no acesso às oportunidades. E precisamos de saber para onde vamos, na construção de um futuro colectivo enquanto povo, enquanto sociedade, enquanto nação.

Que a esperança que o Natal traz, principalmente aos crentes mas não apenas a estes, possa tornar este fecho de 2014 numa estrela cintilante para 2015. Nós, que vivemos neste mundo real, bem que precisamos de esperança e não de salvadores da pátria ou iluminados. Precisamos de gente boa que acredite que é no serviço aos outros que se pode ajudar a construir riqueza e a distribuí-la com equidade.

Boas Festas e até para o ano.

Rui Pedro de Sousa Barreiro



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