Qui, 30 Maio 2024

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Vítima não se recorda de agressão brutal

alpiarcajoseescadaagressao

O homem que foi vítima de uma agressão violenta à porta do Bar da Música, no edifício do quartel dos Bombeiros Municipais de Alpiarça, em Agosto passado, ainda não recuperou do ataque e vive agora totalmente dependente da família.

José Escada Dias, de 46 anos, esteve 28 dias em coma e passou por duas intervenções cirúrgicas no crânio enquanto esteve internado no Hospital de São José, em Lisboa, mas recorda-se de muito pouco ou quase nada deste episódio que marcou a sua vida.

“Ele tem períodos em que está mais lúcido, mas diz coisas sem qualquer nexo e tem dificuldades em reconhecer e distinguir os familiares”, disse à Rede Regional a companheira, Selma d’Almeida, que se diz “revoltada” com a falta de apoios para quem está na sua situação.

“Temos sobrevivido com a ajuda de vizinhos e amigos, que já nos deram comida e até dinheiro para eu ir a Lisboa vê-lo, quando estava em coma. Agora, mal conseguimos pagar os medicamentos”, explica a mulher, queixando-se da lentidão e da burocracia da Segurança Social.

Mais de três meses depois da agressão, José Dias, que também perdeu o emprego que tinha numa fábrica em Alpiarça, ainda em consultas de um lado para o outro sem que lhe atribuam um grau de incapacidade.

A vítima, que era uma pessoa bastante ativa, necessita ainda de fisioterapia e acompanhamento psicológico.

A Câmara de Alpiarça é outra porta a que tem tentado bater, em busca de auxílio, mas só no início desta semana conseguiu resolver um problema que surgiu na escola que o filho do casal, de 7 anos, frequenta.

“A Câmara conhece bem o estado em que nos encontramos, pelo que devia ter outra atitude”, afirma Selma d’Almeida, explicando que foi informada que os serviços de educação da autarquia se preparavam para cortar o fornecimento de refeições e lanche escolar, por falta de pagamento.

Mário Pereira, o presidente da Câmara, esclareceu à Rede Regional que “nunca a autarquia suspendeu ou irá suspender o fornecimento de refeições escolares a qualquer aluno por falta de pagamento das mesmas, ou por qualquer outro motivo”.

Segundo o mesmo, a situação deveu-se a um mal entendido da parte da encarregada de educação, que já foi devidamente esclarecido entre a Câmara e a família, sem que o aluno alguma vez ficasse sem o acesso à cantina da escola.

 

Investigação continua a decorrer

Recorde-se que José Dias foi inicialmente encontrado inanimado no passado dia 1 de agosto, à porta do Bar da Música, tendo sido socorrido e transportado ao hospital de Santarém pelos Bombeiros de Alpiarça como vítima de uma queda.

Com lesões a nível da cabeça, o homem entrou em coma e foi de imediato transferido para Lisboa, mas GNR de Alpiarça só teve conhecimento do caso uma semana depois.

A Guarda identificou três suspeitos da agressão e entregou o caso à Polícia Judiciária, que continua a investigar uma possível tentativa de homicídio.

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