Um homem, detido por suspeitas da prática de crime de violência doméstica, ficou em prisão preventiva depois do juiz de instrução criminal do Tribunal de Santarém ter deferido o pedido do Ministério Público (MP), que considerava que existiam os perigos de continuação de atividade criminosa e de obstrução à recolha e conservação das provas.
Segundo a página do Ministério Público da Comarca de Santarém, os factos ocorreram, pelo menos, desde novembro de 2015, e consistiram em graves ameaças por SMS à ofendida, inclusive quando esta esteve no Brasil, após a separação.
“Depois do regresso a Portugal, a ofendida continuou a receber ameaças de morte, pelo mesmo meio, e que o arguido também propagou através de outras pessoas. Apurou-se ainda que, há cerca de três meses, o arguido conseguiu localizar a ofendida em Portugal e desenvolveu várias ações no sentido de a humilhar e ameaçar contra a vida e, também, contra a vida do atual companheiro. O arguido chegou ao ponto de telefonar para o advogado da ofendida no processo de divórcio e proferir ameaças contra a mesma”, refere o comunicado.
“Face ao ódio demonstrado pelo arguido contra a ainda esposa, já que decorre processo de divórcio, [o MP] promoveu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, medida que foi deferida pelo juiz de Instrução Criminal”.
Na investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela GNR.































