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Toneladas de jacintos-de-água retirados do leito do Alviela

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A foz do rio Alviela, que desagua no Tejo perto de Vale de Figueira, no concelho de Santarém começou esta sexta-feira, 19 de janeiro, a ser alvo de uma grande ação de limpeza e combate à poluição, envolvendo a população e vários organismos do Estado.

A operação, que vai continuar este sábado e na próxima segunda-feira, começou com a remoção de toneladas de jacintos-de-água, uma praga infestante que tem capacidade para destruir todo o ecossistema natural.

Originário do Japão, os jacintos-de-água formam verdadeiros tapetes à superfície e debaixo de água, impedindo a não só a entrada da luz e a oxigenação, mas também a navegabilidade e a pesca, levando mesmo à morte das espécies piscícolas.

“Esta é a primeira ação nos rios e ribeiras de Santarém de remoção desta espécie exótica e invasora, que é também um indicador da má qualidade da água”, explicou à Rede Regional Maria João Cardoso, responsável da Equipa Multidisciplinar de Ação para a Sustentabilidade (EMAS) da Câmara Municipal de Santarém, que coordena esta ação.

Ou seja, além de ser uma praga que destrói a sustentabilidade, estas plantas desenvolvem-se porque a água é afetada por outros tipos de poluição.

Tornar o Alviela navegável novamente

santaremalvielajacintosagua01O objetivo desta ação é limpar o leito do Alviela numa extensão de cinco quilómetros, entre a foz, em Vale de Figueira, e a antiga ponte romana no limite de São Vicente do Paul com o concelho da Golegã, tornando-o navegável de barco.

“O que nós queremos é navegar no rio novamente, queremos tudo limpo para poder vir à pesca, passar aqui os nossos bocadinhos ou até mostrar a zona aos turistas”, afirmou à Rede Regional Mota Pereira, membro de um grupo informal chamado “Os Amigos do Alviela”.

Esta ação é também “uma demonstração de boas práticas para as pessoas aprenderem como fazer, uma vez que os responsáveis pelas conservação das linhas de água, de acordo com a Lei da Água, são os proprietários dos terrenos”, sublinhou Maria João Cardoso.

As dificuldades em sensibilizar os donos dos terrenos confinantes e a burocracia, uma vez que as entidades públicas não podem simplesmente trespassar propriedades privadas para limpar os rios, funcionam como entraves à realização deste tipo de operações com maior frequência e facilitam a disseminação de pragas como o jacinto-de-água.

“Temos que atuar em conjunto, e os proprietários dos terrenos fazem parte desse conjunto de pessoas responsáveis por um ecossistema equilibrado, vivo e com peixes, que são os últimos a morrer. Quando morre o peixe, já toda a cadeia anterior morreu”, frisou ainda Maria João Cardoso.

Ação envolve entidades oficiais e população

santaremalvielajacintosagua03Esta ação da Câmara de Santarém, que partiu da visita que o executivo realizou ao rio Tejo no passado dia 6 de dezembro, envolve ainda a União de Freguesias de Vale de Figueira e São Vicente do Paúl, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Administração da Região Hidrográfica do Tejo e Oeste e o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), que fez a avaliação técnica para a remoção dos jacintos-de-água.

A população, não só da freguesia como de todo o concelho ou fora dele, está também convidada a aparecer para dar “uma mãozinha”, entre as 9 e as 16 horas, neste troço do rio Alviela.

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