A Tejo Energia vai iniciar os trabalhos de demolição da antiga Central Termoelétrica a Carvão do Pego, no concelho de Abrantes, em março de 2026, naquela que, segundo a empresa, será uma nova fase no processo de reconversão do complexo industrial e na preparação do local para futuros projetos alinhados com a transição energética.
“A decisão de avançar com o desmantelamento da central surge na sequência da impossibilidade em concretizar o projeto de reconversão energética que a Tejo Energia apresentou ao então Governo português”, explica uma nota de imprensa da Tejo Energia.
O projeto “previa, além da construção de centrais de energia solar fotovoltaica e eólica, a substituição do uso de carvão por biomassa florestal residual local, complementado com a possibilidade de atuar como compensador síncrono e, deste modo, contribuir para a estabilidade da rede elétrica”
A intervenção de demolição terá uma duração estimada de cerca de três anos e abrangerá todas as infraestruturas diretamente associadas à produção de eletricidade a partir de carvão, em que “o objetivo é a reposição dos terrenos às suas condições de base, garantindo a sua devolução em plena segurança e conformidade ambiental.
O ramal ferroviário e a ponte rodo-ferroviária existentes não serão alvo de qualquer intervenção, garante a empresa.
As torres de refrigeração e a chaminé da central, com 116 metros e 225 metros de altura, respetivamente, serão demolidas numa fase final do projeto através do uso controlado de explosivos.
“Esta operação altamente técnica será realizada por equipas especializadas e certificadas, cumprindo rigorosamente os mais elevados padrões de segurança, engenharia e proteção ambiental, em estreita articulação com as autoridades competentes”, explica a Tejo Energia.
































