Qui, 23 Maio 2024

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Suspeito de homicídio da esposa em prisão preventiva

santaremjoaonobre

João Nobre, o principal suspeito do homicídio por asfixia da sua própria esposa, Maria Manoela, vai aguardar julgamento em prisão preventiva.

O arguido, de 66 anos, foi ouvido no Tribunal de Santarém em primeiro interrogatório judicial na manhã desta quarta-feira, 18 de junho, tendo o juiz de instrução criminal decidido aplicar-lhe a medida de coação mais gravosa.

O crime remonta à madrugada de sexta-feira, 13 de junho, altura em que o homem terá asfixiado até à morte a esposa, de 65 anos, tendo de seguida dito à família e aos vizinhos que a mulher teria falecido após se ter sentido mal, quando estava a ver as marchas populares na televisão.

Foi também esta a versão que João Nobre contou à PSP e aos bombeiros que foram à casa do casal, na Rua Almeida Garret, em Santarém, recolher o corpo de Maria Manoela.

Porém, a autópsia acabou por revelar indícios de crime e o homem acabou detido pela Polícia Judiciária (PJ) no passado domingo, 15 de junho.

Na vizinhança, ninguém se atreve a tentar explicar o que levou João Nobre a, alegadamente, assassinar a própria esposa, que foi a enterrar na tarde de segunda-feira, dia 16, para o cemitério de Santarém sem a presença do marido, que estava a ser interrogado em Lisboa pela PJ.

“O que se passou entre os dois naquela noite só eles o sabem”, disse à Rede Regional Manuela Fazenda, uma amiga da vítima que esteve a fazer compras com o casal na tarde de quinta-feira, poucas horas antes do crime.

“Ela andava um bocado adoentada, mas nunca me fez qualquer queixa do marido, ou me disse que brigavam ou que era maltratada”, acrescentou a mesma mulher, para quem “ninguém conseguia imaginar que uma coisa destas pudesse acontecer”.

Segundo os vizinhos, João e Maria Manoela tinham feitios diferentes.

A mulher, que cozinhava fritos e empadas para vender em vários cafés da cidade, era muito conversadora.

“Falava com toda a gente, e todos gostavam muito dela”, disse Helena Albo, outra vizinha, acrescentando que toda a família, incluindo os dois filhos e os netos do casal, sempre foi “muito bem vista” na cidade.

Já o homem, que estava reformado depois de ter sido chefe de garagem na Rodoviária de Santarém, é “mais sisudo e reservado”, segundo Orlando Costa, o proprietário do café que o casal frequentava todos os dias.

“Eu nunca os vi discutir, nem nunca se comentou por aqui que tivessem problemas”, garante o mesmo.

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