Perante a ditadura da crise, torna-se obrigatório servir bem o cliente a um preço adequado às bolsas dos visitantes.
É este o mote dos restaurantes que participam na 32ª edição do Festival Nacional de Gastronomia que arrancou na sexta-feira, 26 de Outubro, na Casa do Campino em Santarém.
"Manter a qualidade dos pratos é fundamental porque estamos aqui a promover a nossa casa. Mesmo assim, conseguimos servir refeições de excelência a preços que eu considero bastante acessíveis", disse à Rede Regional João Espírito Santo, da Taberna do Alfaiate.
Por exemplo, um dos pratos mais emblemáticos deste restaurante, o porco assado à padeiro (servido numa telha de barro), custa 15 euros por dose.
"Dá perfeitamente para duas pessoas, pelo que uma refeição fica a 7,5 euros por pessoa. Penso que não é caro", explica o proprietário do restaurante convidado para representar o Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (T-LVT).
Além dos pratos servidos às mesas, cada restaurante oferece os chamados "petiscos" a quem opta por provar ao balcão, cujos preços nunca ultrapassam os seis euros.
"As doses são variadas e bem servidas", garante João Espírito Santo.
“Aproveitámos a crise para exigir mais aos restaurantes”, explica Joaquim Rosa do Céu, o presidente do festival de gastronomia e da T-Lvt, sublinhando que a organização baixou 20% no preço cobrado aos profissionais do sector e o preço das entradas.
“Baixámos os custos a quem cozinha e garantimos uma afluência maior de público. Em troca exigimos uma aposta, muito clara, na qualidade da refeição e do serviço”, acrescentou o responsável.
Uma das grandes novidades deste ano são as degustações temáticas de produtos seleccionados, cozinhadas ao vivo no átrio da Casa do Campino.
Hoje, sábado, dia 27, é a vez das carnes qualificadas barrosã, arouquesa e mirandesa, pelos restaurantes "Académico" (Bragança), Torres (Minho), e "Mota" (Arouca).





























