Sex, 1 Março 2024

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Rede apanhada com 2,5 milhões de euros em tabaco ilegal

O Tribunal de Santarém está a julgar três indivíduos oriundos da Moldávia e um quarto da Lituânia, que são suspeitos de estar envolvidos numa rede internacional de contrabando de tabaco que operava entre Portugal e vários países do Báltico.


Os arguidos, com idades entre os 48 e os 56 anos, terão montado uma fábrica de produção de cigarros ilegais num armazém muito isolado junto à EN114 perto de Santana do Mato, concelho de Coruche.
Era aqui, segundo o Ministério Público (MP), que recebiam, armazenavam e secavam folha de tabaco vinda do estrangeiro, e a transformavam em cigarros de corte fino, entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019.
Após preparado, o tabaco ilegal era contrabandeado para a Europa em pesados de mercadorias, com documentação de transporte falsificada e em semirreboques aos quais eram frequentemente trocadas as matrículas, para despistar as autoridades.
A atividade do grupo chegou ao conhecimento da GNR através da Interpol, que, em agosto de 2018, alertou para o facto de um camião carregado de tabaco ocultado ter passado a fronteira entre a Lituânia e a Estónia, com destino a Portugal.
A GNR de Évora encetou então uma investigação de vários meses que envolveu vigilância apertada no armazém e escutas telefónicas aos elementos da rede, e que culminou na interceção de um pesado nas portagens de Elvas da A6, que tinha como destino a Estónia.
No interior, as autoridades apreenderam 77 caixas com quase 12 toneladas de tabaco de corte fino, o que equivale a uma fuga fiscal a rondar os 2,5 milhões de euros, entre IVA e Imposto Especial de Consumo (IEC) na Europa.
Os quatro arguidos, assim como a empresa de transportes proprietária do armazém em Coruche, com sede no Cacém, estão acusados de um crime de introdução fraudulenta no consumo qualificado e outro de fraude fiscal qualificada.
O suspeito de ser o cabecilha do grupo, que em outubro de 2018 foi apanhado em Itália a transportar 9 toneladas de tabaco ilegal, responde ainda por um crime de falsificação de documento.
Na primeira sessão do julgamento, apenas estiveram presentes os três moldavos, uma vez que o camionista lituano saiu de Portugal poucos dias depois de ser intercetado com o carregamento ilegal, e pediu para ser julgado à revelia.

 

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