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“Rambo da Charneca” condenado a 8 anos de prisão


O homem, que se autointitulou como o “Rambo da Charneca” enquanto ameaçava de morte os guardas que capturaram, foi considerado culpado de 14 crimes: um de homicídio qualificado na forma tentada, nove de ameaça agravada, três de injúria agravada e um de detenção de arma proibida.
O caso remonta a 4 de julho do ano passado, depois do arguido ter sido conduzido à GNR de Alpiarça para ser identificado no âmbito de uma queixa-crime contra si.
Pela manhã, saiu do posto completamente enfurecido e foi a casa munir-se de uma caçadeira de calibre .12 e 16 cartuchos, dizendo à mãe que ia matar pessoas.
Assustada, a mulher alertou a GNR, que enviou seis elementos à sua procura, tendo encontrado o homem num terreno anexo à sua habitação.
Ao chegar, os militares foram literalmente recebidos a tiro, depois de lhe terem dado ordem para colocar a arma de fogo no chão e afastar-se.
O terceiro disparo só não matou um dos guardas porque este foi rápido a mandar-se para o chão, quando já estava a cerca de 10 metros do arguido, que acabou por ser detido por outros dois elementos quando tentava municiar novamente a caçadeira.
Já depois de capturado, o arguido disse que era o “Rambo da Charneca” e injuriou e ameaçou de morte os guardas que o transportaram para o posto, garantindo que lhes ia “fazer a folha” depois de ser libertado.

Toxicodependência e reincidência no crime
Entre fevereiro de 2003 e novembro de 2006, o arguido cumpriu pena efetiva por homicídio na forma tentada e ofensa à integridade física, constando também do seu cadastro condenações por furto, roubo, ameaça e desobediência, entre outros crimes.
Na prisão, foi sempre um recluso problemático com várias condenações disciplinares e dificuldade em aceitar as regras.
Em liberdade, o cadastrado teve sempre problemas com o consumo de drogas, sobretudo cocaína, e de álcool, o que despoletava a sua personalidade violenta e conflituosa.

 

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