Os dois irmãos e sócios gerentes da empresa de trabalho temporário de Almeirim, e as respetivas companheiras, vão aguardar julgamento em prisão preventiva, acusados da prática dos crimes de tráfico de pessoas, falsificação de documentos e de associação criminosa.
Os restantes quatro detidos pela Polícia Judiciária (PJ), três funcionários da empresa e o diretor comercial de uma clínica médica privada em Santarém, vão ficar em prisão domiciliária com vigilância eletrónica, por decisão do juiz Carlos Alexandre, que conduziu as diligências realizadas no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em Lisboa.
Recorde-se que os oito arguidos foram detidos na passada terça-feira, 28 de julho, no âmbito de uma investigação da Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ acerca de uma rede ligada à exploração laboral de emigrantes de países asiáticos, usados em Portugal como mão-de-obra barata em trabalhos agrícolas sazonais.
Segundo a Rede Regional conseguiu apurar, o processo tem registos de muitos meses de escutas telefónicas entre os envolvidos e operações de vigilância a vários locais onde a empresa operava, no Ribatejo, Alentejo e Algarve.
Os arguidos são suspeitos de atrair os emigrantes com promessas de bons salários e condições de habitabilidade em Portugal, mas acabavam por explorá-los no valor que lhes era pago à hora, colocá-los a pernoitar em casas sem condições, e até de lhes reter o passaporte e outros documentos.
A empresa empregava mais de 600 emigrantes, vindos maioritariamente da Índia, Birmânia, Nepal e Bangladesh, entre outros países de fora do espaço da União Europeia.






























