Qui, 23 Maio 2024

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Prisão para ladrões que tentaram matar militares da GNR

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Os dois homens que foram julgados no Tribunal de Santarém por vários roubos violentos a carrinhas de tabaco e pela tentativa de matar dois militares da GNR foram condenados a 14 e 7 anos de prisão.

O principal arguido, Francisco C., de 26 anos, foi condenado por dois crimes de homicídio na forma tentada, um por cada militar da Guarda sobre os quais disparou, e vários roubos agravados, condução perigosa e condução sem habilitação legal, tendo o coletivo de juízes decidido aplicar-lhe uma pena única de 14 anos, em cúmulo jurídico.

O arguido Jorge E., de 23 anos, que respondeu por oito crimes, onde se incluem também as duas tentativas de matar os elementos da GNR, apanhou 7 anos de cadeia, também em cúmulo jurídico.

Os factos remontam a setembro de 2016, quando estes dois arguidos, sobreviveram a uma perigosa perseguição automóvel ao longo de mais de 20 quilómetros, desde a Ponte Vasco da Gama até ao Porto Alto, no concelho de Benavente.

A fuga terminou com um enorme aparato policial junto a um supermercado, depois de um militar da GNR ter sido baleado e um dos fugitivos ter sido abatido pelas autoridades.

O trio só parou depois de embater numa outra viatura, e abriu fogo em plena via pública, numa tentativa desesperada de escapar que não deu resultado.

O processo judicial que correu no Tribunal de Santarém tinha outros dois arguidos, pois o MP concluiu que os dois sobreviventes à perseguição faziam parte de um perigoso gang residente no Bairro da Torre, em Camarate, que se dedicava a assaltos violentos a distribuidores de tabaco.

Em apenas três meses, o grupo cometeu 12 assaltos a carrinhas de transporte em várias localidades na zona centro do país, tendo conseguido roubar mais de 102 mil euros em tabaco e quase 25 mil euros em dinheiro.

Os crimes têm em comum a enorme violência com que o gang atuava, sempre fortemente armado e agredindo e ameaçando de morte as vítimas.

Os outros dois arguidos, de 30 e 19 anos, foram absolvidos das acusações de roubo, sequestro e detenção de arma proibida.

Os dois arguidos que apanharam penas de prisão foram também condenados, solidariamente, a pagar ao Estado Português a quantia de 23.422 euros a título de danos patrimoniais sofridos com a reparação da viatura policial alvo de disparos e com o pagamento da retribuição aos dois militares da GNR enquanto estiveram temporariamente incapacitados para o trabalho.

Foram ainda condenados, segundo a página da Procuradoria do Ministério Público de Santarém, condenados a pagar solidariamente aos dois militares da GNR as quantias 25 mil euros e 7 mil euros, a título de indemnização por danos morais.

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