O autarca depôs como testemunha esta segunda-feira, 28 de junho, no início do julgamento do antigo empresário da construção civil, que a 22 de dezembro de 2020 invadiu uma reunião da Câmara empunhando um gravato, e que começou a responder por alegadas agressões ao presidente, o vice-presidente e uma funcionária da autarquia.
Manuel Valamatos disse ainda ao coletivo de juízes que, antes do episódio que está a ser julgado, transmitiu as ameaças e alguns atos provocatórios do arguido à Procuradora do Ministério Público do Tribunal de Abrantes, que, segundo o autarca, “desvalorizou o caso”.
Nesta primeira sessão, em que o arguido optou por não prestar declarações, foram ouvidos como testemunhas Manuel Valamatos, o vice-presidente João Gomes, a funcionária Manuela Santos, e dois dos vereadores presentes na sessão, Ana Pires e Luís Dias.
Segundo os mesmos, Jorge Ferreira Dias tem um historial de provocações à Câmara de Abrantes, já tinha marcado presença numa reunião anterior com um gravato, sem que tivesse provocado quaisquer distúrbios, e tinha ainda perturbado o funcionamento de uma Assembleia Municipal realizada a 11 de dezembro.
Por todas estas razões, “sentíamos receio do que poderia vir a fazer”, declarou Manuel Valamatos ao coletivo de juízes, num depoimento que foi no mesmo sentido que os das restantes testemunhas ouvidas nesta sessão.
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