A população de Parceiros de Igreja, no concelho de Torres Novas, exige soluções para os maus cheiros e poluição que afetam a localidade, provenientes de uma fábrica situada nas imediações da localidade.
O assunto foi discutido com o vereador do pelouro do Ambiente da Câmara de Torres Novas, João Trindade, que se reuniu com cerca de 60 populares, a quem transmitiu a informação de que a fábrica de processamento de bagaço de azeitona havia sido alvo de uma “inspeção musculada” na quarta-feira, 17 de julho, tendo indicado ser “necessário aguardar pelo relatório” final “para se tomarem decisões em conformidade”, e que pode passar pelo fecho ou por investimentos.
Citado pela agência Lusa, o autarca diz que “as pessoas têm toda a razão para terem este sentimento, para estarem indignadas, insatisfeitas e ansiosas pela resolução de um problema ambiental, mas também de saúde pública”.
João Trindade explicou á Lusa que o problema se complica “nos períodos em que [a fábrica] está a laborar com mais intensidade” e em que “emite um forte odor, um cheiro insuportável, ficando a aldeia como que envolta em nevoeiro”, situação que “já não sucedia desde 2021” e que regressou este ano.
Além disso, “há a questão da emissão de partículas, que se depositam nas piscinas, nos terraços, nos estores das janelas e nas roupas, e as pessoas queixam-se e queixam-se com propriedade”, destacou, depois de ter ouvido a população durante cerca de duas horas.
Também em declarações à Lusa, o presidente da União de Freguesias de Brogueira, Parceiros de Igreja e Alcorochel, Manuel Carvalho, assegurou que a população vai “esperar pelo resultado da inspeção, aguardar se há investimentos e ver se o problema se resolve”, tendo feito notar, no entanto, que as pessoas “não vão baixar os braços”.
































