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PJ deteve suspeito de assassinar professora


A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 35 anos suspeito do homicídio de uma professora de matemática natural de São Miguel do Rio Torto, Abrantes, cujo cadáver foi encontrado na praia da Aguda, concelho de Sintra, em circunstâncias bastante misteriosas.

O corpo de Delmira Claro, de 53 anos, foi encontrado por um popular no passado dia 1 de Abril, no areal da praia, despido da cintura para baixo e sem qualquer identificação.

A mulher só foi reconhecida dois dias depois, já no Instituto de Medicina Legal de Lisboa, pela própria filha com quem não falava há cerca de 15 anos.

Delmira Claro, que residia na Charneca da Caparica há muitos anos, acabou por ser sepultada no cemitério da sua aldeia natal, que visitava com regularidade nas férias e nas datas festivas.

"Queremos que se faça justiça e que se descubra a verdade, doa a quem doer", disse à Rede Regional uma irmã da vítima, que pede reserva do nome, explicando que a família nunca acreditou na tese de que a mulher teria cometido suicídio.

Detido foi a última pessoa a vê-la com vida

O homem que a Polícia Judiciária deteve na noite de quinta-feira, 18 de Abril, terá sido a última pessoa a vê-la com vida.

Os familiares e amigos sabem que Delmira Claro passou o domingo de Páscoa (31 de março) com o homem, residente no Cacém, e que estiveram juntos no bar "El Trago", em Alcântara, tendo sido a vítima quem lhe deu boleia para casa, por volta das seis horas da madrugada.

O que se passou depois está a ser apurado pela PJ, que, em comunicado, explica que o presumível autor do crime agiu "na sequência de uma discussão e de divergências que vinha mantendo com a vítima".

"O corpo foi abandonado e o detido deixou o local, após se ter apropriado da viatura e de diversos bens pessoais e documentos da vítima, parte dos quais lhe foram agora apreendidos", esclarece ainda a Judiciária, acrescentando que o indivíduo tem antecedentes criminais por crime informático.

Segundo a Rede Regional apurou junto da família, o carro de Delmira Claro foi um dos bens desaparecidos que estava na sua posse.

Suspeito passa-se por Arcanjo no Facebook

O principal suspeito do crime autointitula-se de "Raziel" no Facebook, o Arcanjo dos mistérios supremos, protetor e sabedor de todos os segredos de Deus.

"Sempre achei que ele era um fulano meio estranho, logo desde que o conheci", disse à Rede Regional Lurdes Martins, uma amiga que conhecia Delmira Claro de um grupo que ambas frequentavam no Facebook, chamado "solteiros felizes".

Sabendo que tinham estado juntos na noite do seu desaparecimento, Lurdes Martins pediu "amizade" ao homem e foi tentando obter informações, na esperança de poder dar alguma pista à PJ, com quem colaborou nesta investigação.

"Ele próprio me contou que tinham estado juntos nessa madrugada, mas disse que a Delmira o deixou em casa, depois de terem estado a conversar dentro do carro dela", acrescentou a amiga, que diz desconhecer em concreto a natureza da relação entre a vítima e o alegado agressor.

"Ele disse-me que eram amigos há oito anos, o que é estranho, pois há muita coisa da vida dela que ele desconhecia", afirma Lurdes Martins, acrescentando que nunca acreditou na história que o homem contava.

"Há vários pormenores que nunca bateram certo", acrescenta, explicando que o suspeito não faz parte do grupo "solteiros felizes".

O detido, segundo o comunicado da PJ, está indiciado pelos crimes de homicídio, roubo e burla informática e nas telecomunicações.

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