Na decisão do coletivo de juízes, pesou o facto da arguida ter confessado os factos e mostrado arrependimento, apesar de não conseguir explicar o que lhe passou pela cabeça quando tentou assassinar o cônjuge, ao fim de 48 anos de um casamento pacífico.
O crime ocorreu em outubro de 2019, na casa do casal, na Aldeia do Peixe, concelho de Benavente, quando a mulher, a meio da noite, foi ao quintal buscar uma machada com 40 centímetros de lâmina e desferiu dois golpes na cabeça da vítima, de 75 anos.
Julgando-o morto, a mulher dirigiu-se à casa de uma vizinha a pedir auxílio, inventando que tinham sido vítimas de um assalto violento, cometido por desconhecidos que não chegou a ver porque tinha ido à casa de banho.
Uma vez que enfrentava uma depressão profunda, o Tribunal de Santarém considerou que a mulher agiu num estado de perturbação psíquica momentânea e decidiu dar-lhe uma segunda oportunidade, até porque não existem episódios anteriores de violência doméstica entre o casal.
Como condições para se manter em liberdade, o coletivo de juízes impôs que a idosa não pode contatar com a vítima de forma alguma, tem que se manter afastada da casa na Aldeia do Peixe, e sujeitar-se a um tratamento psiquiátrico para a depressão.
A arguida, que foi julgada em prisão preventiva, foi ainda condenada ao pagamento de cerca de 38 mil euros ao marido, tal como este peticionava no pedido de indemnização cível.





























