Qui, 30 Maio 2024

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Ovo atirado à ministra foi uma “tomada de posição”

Luís Santos, o homem que arremessou um ovo para o palco onde Assunção Cristas discursava numa conferência em Santarém, afirma que a sua atitude “não foi uma tentativa de agressão à ministra, mas sim uma tomada de posição contra este governo e as suas políticas, que estão a dar cabo do futuro do país”.

Ouvido pela Rede Regional à saída da PSP de Santarém, onde foi identificado e constituído arguido durante a noite de quarta-feira, o músico de 34 anos, natural de Riachos, concelho de Torres Novas, garante que assume “na totalidade as consequências do acto”.

Luís Santos marcou presença na conferência pública dedicada ao sector agrícola que se realizou no teatro Sá da Bandeira, em Santarém, e que contou com a presença da Ministra da Agricultura na sessão de encerramento.

Enquanto Assunção Cristas discursava, o músico levantou-se do seu lugar e, já do corredor, gritou “aldrabões” e arremessou para o palco um ovo que não passou muito longe da governante.

O acto provocou alguma apreensão na sala, mas a ministra não interrompeu a sua intervenção e Luís Santos saiu calmamente do Teatro Sá da Bandeira.

A PSP só o identificou mais tarde, a partir das imagens de vídeo recolhidas durante a conferência.

Autor da proeza meteu-se na "boca do lobo"

Luís Santos deslocou-se depois para o Jardim da Liberdade, onde acabou por deixar a sua bolsa com os documentos pessoais esquecida no banco onde se sentou. Ao regressar para a ir buscar, viu que tinha sido levada e dirigiu-se à esquadra da PSP, para apresentar queixa pelo seu desaparecimento.

Enquanto apresentava queixa, um dos agentes que tinha estado no Teatro Sá da Bandeira reconheceu-o, tendo-lhe perguntado “onde tinha estado durante a tarde e se não tinha sido o fulano que atirou com o ovo à ministra”.

“Eu respondi imediatamente que sim, porque não tenho nada a esconder. Fi-lo em consciência, por protesto contra o governo, e não vou esconder a cara”, afirmou à Rede Regional.

Luís Santos foi identificado (mesmo com os documentos pessoais roubados há poucas horas) e saiu da esquadra da polícia minutos antes das 23 horas, com a papelada da participação da sua queixa e com um termo de constituição de arguido.

No final da conferência, questionada sobre o incidente, Assunção Cristas disse à Lusa que "nos dias que correm, temos que estar preparados para tudo e o nosso papel é, compreendendo a dificuldade das pessoas, manter aquilo que é nossa preocupação central, neste caso mostrar que na agricultura temos um sector vivo”.

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