Sex, 1 Março 2024

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Mulher perdeu quase 4 mil euros em burla informática

Uma mulher viu desaparecer quase 4 mil euros das suas contas bancárias em poucos minutos, depois de atender um telefonema feito em nome do seu banco, o Crédito Agrícola, que recusa devolver o dinheiro que a lesada perdeu nesta burla informática.


“Alguém, em nome do Crédito Agrícola, ligou-me a perguntar se eu estava a fazer uma transferência bancária naquele momento, e eu disse que não. Explicaram-me que eu teria que entrar com urgência na minha conta para a cancelar, e deram-me um link novo para aceder ao homebanking, uma vez que o original estava a ser utilizado por alguém”, explica Patrícia Pote, a vítima deste esquema de phishing, uma nova forma de furto de identidade online.

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Julgando tratar-se de uma chamada legítima, a lesada acatou as instruções dadas ao telefone e, inadvertidamente, deu acesso aos piratas informáticos para realizar duas transferências no valor de 3.698 euros. A mulher, residente na Glória do Ribatejo, Salvaterra de Magos, reconhece que foi ingénua, mas contesta a decisão do Crédito Agrícola em não lhe devolver o dinheiro roubado, uma vez que os burlões sabiam o seu número de telemóvel, o número de adesão pessoal, a chave multicanal, e as mensagens de telemóvel eram autenticadas pelo banco.”
“São dados pessoais que o banco tem que manter secretos, e não fui eu que os forneci”, garante Patrícia Pote, que, logo após a chamada dos burlões, entrou em contato com o Crédito Agrícola. O banco detetou de imediato que se tratou de uma burla, e sabe o nome do destinatário das transferências – “Kayo Moreira da Silva” – bem como o seu IBAN e os dados das contas para onde o dinheiro foi movimentado de seguida.
“Porque é que não cancelaram todas as operações internas?”, questiona a lesada, acrescentando saber que outros bancos ressarcem os clientes quando as burlas se devem a falhas nos seus sistemas informáticos.
Patrícia Pote, que está de baixa médica devido a doença oncológica, tinha acabado de receber o subsídio da Segurança Social e ficou com as contas a zero, sendo que a única solução que uma das dependências do Crédito Agrícola onde tem conta domiciliada lhe ofereceu no imediato foi fazer um crédito pessoal a sete anos.
A mulher, de 35 anos, já fez queixa-crime na Polícia Judiciária, apresentou uma exposição no Banco de Portugal e entregou várias reclamações no Crédito Agrícola.

Banco imputa responsabilidade total à cliente
salvaterra patriciapote lesada ccamalcanhoesA Rede Regional solicitou via e-mail esclarecimentos ao Crédito Agrícola, que não nos fez chegar qualquer resposta às nossas questões.
Na resposta dada às reclamações de Patrícia Pote, o banco imputa-lhe total responsabilidade na violação dos procedimentos de segurança, uma vez que “partilhou, telefonicamente, com um terceiro desconhecido, três posições da password e um código OTP de autorização”, atuando “em violação das regras de utilização e de segurança do serviço CA Online”.
O banco diz ainda não ter detetado “nenhum incidente que comprometeu os dados pessoais da cliente”, e concluiu que foi a mulher quem violou, “de forma culposa, as regras de utilização e de segurança do serviço online”.

 

2 respostas

  1. A única forma de parar este ataque específico seria a utilização de chaves físicas FIDO2, já que a pessoa não podia dar nada pelo telefone que ajudasse alguém remotamente.

    Por outro lado se a pessoa é burra de seguir o que lhe dizem à distância nada impede alguém de enganar a pessoa a entrar na sua aplicação e transferir o dinheiro, ou a instalar uma “nova” aplicação do banco e a “testar” que está a funcionar tudo em condições.

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2 respostas

  1. A única forma de parar este ataque específico seria a utilização de chaves físicas FIDO2, já que a pessoa não podia dar nada pelo telefone que ajudasse alguém remotamente.

    Por outro lado se a pessoa é burra de seguir o que lhe dizem à distância nada impede alguém de enganar a pessoa a entrar na sua aplicação e transferir o dinheiro, ou a instalar uma “nova” aplicação do banco e a “testar” que está a funcionar tudo em condições.

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