Um homem, de 45 anos, morreu na manhã desta quinta-feira, 22 de janeiro, no exterior da estação de comboios do Tramagal, no concelho de Abrantes, após esperar mais de 20 minutos pelos meios de socorro.
O alerta foi dado às 07h29 e, cinco minutos depois, às 07h34, os bombeiros foram acionados para o local assim como a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Médio Tejo.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Abrantes, António Manuel de Jesus, disse à agência Lusa que a ambulância demorou 16 minutos a percorrer os 13 quilómetros para chegar ao Tramagal (07h50), tendo a VMER chegado três minutos depois, às 07h53, sete minutos depois de ter sido comunicada a paragem cardiorrespiratória.
A alegada demora no socorro está a causar forte polémica, uma vez que o novo sistema de prioridades do INEM, que entrou em vigor no início do ano, define que uma ocorrência classificada como P1 (emergente), com critério clínico de “risco imediato de vida”, como foi o caso, deve ter meios de socorro no local em oito minutos, enquanto nos casos P2 (Muito urgente) os meios devem chegar em 18 minutos.
Mas o comandante dos bombeiros de Abrantes disse á Lusa ser impossível, com as atuais estradas, percorrer a distância entre a corporação e a estação de comboios nos oito minutos previstos pelo INEM. “Quando há trânsito e camiões, como a via dificulta a ultrapassagem, chegamos a demorar 35 a 40 minutos”, disse António Jesus.
O INEM também garante que não se registaram dificuldades na ativação ou disponibilidade de meios, salientando que os tempos associados a cada prioridade são metas de referência internacionais que servem de orientação à resposta, não sendo tempos máximos garantidos.
































