Os moradores de parte da rua 15 de março, no centro histórico de Santarém, estão há cerca de seis meses sem iluminação pública, um problema que permanece sem solução apesar das várias queixas à empresa E-REDES, União de Freguesias e Câmara de Santarém.
O arrastar da situação levou Delfina Murteira, que mora na referida rua há cerca de 50 anos, à reunião do executivo municipal desta segunda-feira, 8 de abril, tentando, mais uma vez sensibilizar para a resolução do problema.
Segundo relatou, o marido, que tem uma doença degenerativa incapacitante e movimenta-se com ajuda de uma bengala, já deu mesmo uma queda em plena rua devido à visibilidade praticamente nula durante o período noturno.
A moradora conta mesmo que quando tem de sair durante o período noturno, que até há poucos dias começava cerca das 18h30, tinha de ligar a luz do telemóvel para ver por onde andava e poder evitar obstáculos.
“Preciso de ajuda. Alguém tem de me ajudar”, disse a moradora, enumerando vários contactos com a empresa, junta e câmara municipal, que em nada resultaram até agora.
O presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves, ele próprio já alertado para o problema, mostrou-se surpreendido por a questão ainda não estar resolvida, uma vez que os serviços já encaminharam a queixa para a E-REDES.
O autarca explicou que, na sequência de um acordo com a referida empresa, a quem as autarquias pagam pela iluminação pública, há um canal direto entre as juntas de freguesia e a e-redes, que tem um máximo de 22 dias para resolver a situação.
Ricardo Gonçalves garantiu que a Câmara vai averiguar a situação com a e-redes e lamentou que estas situações continuem a ocorrer, sobretudo depois da passagem da iluminação antiga para as lâmpadas led, que fizeram com que se passasse de uma taxa de avaria anual de 23% para cerca de 3%.
A Rede Regional questionou esta segunda-feira à tarde a E-REDES sobre este assunto, aguardado resposta da empresa.

































Uma resposta
Se fosse só na rua 15 de março estavamos descansados mas na verdade parece que andamos todos distraídos. Na verdade quando os serviços da E-REDES Verificam as lâmpadas fundidas substituem-nas mas se outro problema técnico fica a solução para as “calhendas”. Exemplo candeeiro”luminária” na Rua António Maria Batista com cruzamento Travessa da Rafoa.