O arguido, de 57 anos, prestava serviço no Comando Territorial de Évora quando foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Leiria, em junho de 2020, na sequência de uma queixa-crime apresentada pela mãe de uma das vítimas.
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Na busca domiciliária realizada na sua residência, os inspetores apreenderam cerca de 1.400 ficheiros de vídeo classificados como pornografia de menores, com jovens de tenra idade em atos e poses de cariz sexual.
Além do equipamento informático, a PJ apreendeu também os telemóveis que o militar utilizou para importunar duas menores de idade, ao longo de mais de um ano.
Telefonemas e mensagens deixaram vítimas aterrorizadas
Segundo a processo, a que a Rede Regional teve acesso, o arguido começou em outubro de 2018 a telefonar e mandar mensagens (escritas e de voz) ameaçadoras e de cariz sexual para uma jovem de 15 anos, residente em Lisboa.
Em alguns dos contatos, o arguido dava a entender que se estava a masturbar, enquanto ameaçava de morte a vítima ou dizia que queria manter relações sexuais com ela.
A segunda vítima é uma menina de 12 anos, residente em Torres Novas, que o arguido chegou a acompanhar no percurso casa – escola, tentando ganhar a sua confiança por ser agente da autoridade.
O GNR começou também a enviar-lhe mensagens onde expressava o desejo de fazer sexo com a menor e a irmã, com uma linguagem vernácula, e passou a ligar-lhe quase diariamente, muitas vezes durante a madrugada.
A vítima acabou por mostrar o telemóvel à família, que apresentou queixa-crime.
As menores viviam aterrorizadas devido aos contatos do arguido, que eram feitos através de “número privado”; segundo o MP, tinham medo de ser violadas ou agredidas, deixaram de andar sozinhas na rua e baixaram o rendimento escolar.
Além do processo interno que enfrenta na GNR, o arguido, caso seja condenado, deixará de poder ter menores de idade à sua guarda, ou de desempenhar funções (públicas ou privadas), que envolvam contato regular com menores.




























