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Metade dos corpos de bombeiros está na falência

 

“Entre 40 a 50% dos corpos de bombeiros portugueses estão numa situação de ruptura financeira e a outra metade caminha para a falência”, disse à Rede Regional Jaime Marta Soares, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

“A situação é muito dramática e pode comprometer o socorro às populações, quando muitas associações deixarem sequer de ter dinheiro para o combustível ou para mandar reparar as viaturas, que ficarão inoperacionais”, alertou o responsável em Almeirim, no final de uma reunião extraordinária do conselho nacional operacional da LBP, que serviu para debater o financiamento das corporações e o dispositivo especial de combate a incêndios (DECIF) para 2012.

Deste encontro, que reuniu todos os conselheiros nacionais das 20 federações distritais (Portugal continental e ilhas), saiu a decisão de “preparar o mais rápido possível um documento para entregar ao governo com valores e propostas concretas para serem incluídas no Orçamento de Estado para 2013”, adiantou Jaime Marta Soares.

O documento será uma espécie de preâmbulo “de uma futura lei do financiamento dos corpos de bombeiros, pela qual nos batemos há anos”. “Temos que transmitir ao governo que estamos disponíveis para nos sentarmos à mesa para discutir um modelo de financiamento justo, tendo em conta as necessidades reais do funcionamento das corporações, porque não podemos continuar todos os anos com a corda na garganta”, salientou o presidente da liga.

Para fazer face às dificuldades financeiras mais imediatas, a LBP vai também pedir ao governo que actualize o subsídio mensal pago pelo Estado às corporações e associações em 2,5% ao ano, tendo em conta que esta verba não é revista há quatro anos.

Mesmo assim, salientou Jaime Marta Soares, a proposta servirá apenas para “aliviar a situação” a nível da tesouraria, porque os valores contratualizados com o Estado “ficam muito aquém das despesas com que são confrontadas as corporações”.

Os valores dos pagamentos definidos pelo governo no âmbito do DECIF 2012 também mereceram um reparo de Jaime Marta Soares, que os considerou “claramente insuficientes”. “Basta que nos lembremos do número anormal de fogos florestais registados em Fevereiro deste ano para perceber que as verbas estipuladas não chegam para as despesas extraordinárias que as associações são obrigadas a suportar”, afirmou. 

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