A situação, que causou uma enorme perturbação na família e comunidade escolar, acabou por ter um final feliz, uma vez que a criança está bem de saúde e não aparenta ter qualquer sequela.
Tudo começou pela manhã, cerca das 9h00, quando os pais, residentes em Ribeira de São João, no concelho de Rio Maior, entregaram o menino à assistente operacional que seguia no autocarro da Rodoviária do Tejo, ao serviço da Câmara de Rio Maior, que transporta as crianças para o Centro Escolar Poeta Ruy Belo, em São João da Ribeira.
A criança seguiu o seu caminho até à escola, mas, sem ninguém se aperceber, terá ficado esquecida no autocarro. O alarme só soou por volta das 16h00, quando o avô do menino, que o esperava junto ao Centro Cívico da Ribeira de São João, percebeu que a criança não se encontrava no autocarro.
Segundo o jornal Comércio & Notícias, o avô contactou de imediato os pais do menino, que ligaram para o centro escolar, onde lhes foi dito que a criança não tinha ido à escola, o que os deixou ainda mais assustados.
Os pais foram então ver o autocarro que tinha feito o transporte da manhã, que se encontrava junto à casa do motorista, na localidade vizinha de Cabeça Gorda, tendo encontrado o menino, bastante sereno, sentado no mesmo lugar onde tinha ficado de manhã.
Apesar da criança não ter sinais de ferimentos aparentes, foram chamados os bombeiros de Rio Maior, que assistiram a criança no local e a transportaram posteriormente, por precaução, ao Hospital de Santarém, onde foi confirmado que estava de plena saúde, apesar de ter estado oito horas sem comer e beber.
INQUÉRITO VAI APURAR RESPONSABILIDADES
Ainda esta segunda-feira, foi feita uma reunião de emergência no Centro Escolar Poeta Ruy Belo, que contou com a presença do presidente e a vereadora da educação da Câmara de Rio Maior, da diretora daquele estabelecimento de ensino, de um responsável pela empresa Rodoviária do Tejo e do presidente da União de Freguesias de São João da Ribeira e Ribeira de São João.
Contactado pelo nosso jornal, o responsável pela direção operacional de Santarém da Rodoviária do Tejo, Marco Henriques, explicou que o motorista recebeu indicação da assistente operacional, funcionária da escola, que estava tudo bem, e seguiu o seu caminho.
No entanto, a empresa já abriu um procedimento interno para apurar responsabilidades, de forma a evitar que a situação se volte a repetir. Marco Henriques admite que o caso, apesar de ter terminado bem, é grave e não se pode repetir.
Opinião semelhante tem o presidente da União de Freguesias de São João da Ribeira e Ribeira de São João, Leandro Jorge, que exige um esclarecimento cabal de responsabilidades de forma a que a população não perca a confiança no serviço.































