Seg, 15 Julho 2024

PUB

RODAPE-CONTEUDOS

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

Siga o nosso canal de WhatsApp e fique a par das principais notícias.

Médico burlado em greve de fome

santaremmedicogrevefome

Um médico que presta serviço no Hospital de Santarém iniciou uma greve de fome há sete dias, a 21 de março, mas sem deixar de comparecer ao trabalho.

Este protesto simbólico “é um grito de revolta contra a justiça portuguesa”, explica Rui Teixeira, clínico do quadro do Hospital de Abrantes, que conta ter sido burlado por uma empresa de prestação de serviços médicos.

Entre junho e setembro de 2014, a época de férias de Verão em que há mais escassez de recursos humanos, este clínico fez mais de 300 horas por mês nas urgências do Hospital de Santarém por conta da RPSM, Serviços Médicos Unipessoal, empresa que está hoje em processo de insolvência.

Só a Rui Teixeira, são-lhe devidos mais de 8 mil euros, mas há cerca de 30 colegas de profissão na mesma situação, por trabalho realizado nos hospitais de Santarém e Portalegre, num valor global que deverá ser superior a 150 mil euros.

Médicos na justiça para reclamar pagamento

Perante as tentativas infrutíferas de receber pelo seu trabalho e as mentiras sucessivas da sócia gerente da empresa, os médicos acabaram por recorrer à justiça.

Em abril de 2015, o Tribunal do Barreiro condenou a RPSM ao pagamento do dinheiro, mas a empresa entrou entretanto em liquidação e a gerente não tem qualquer bem em seu nome.

Ou seja, não só nenhum dos clínicos recebeu patavina até ao momento, como o caso ainda ganhou outros contornos que roçam o ridículo.

“Em dezembro passado, recebi uma carta do administrador de insolvência a exigir uma caução de 150 mil euros para continuar o processo de reclamação de créditos. Eu nem queria acreditar”, afirma Rui Teixeira, que se diz revoltado “com esta teia que existe montada e que impede que se faça justiça.

O médico contou ainda à Rede Regional que as dívidas da empresa aos prestadores de serviços eram do conhecimento do Conselho de Administração do Hospital de Santarém e dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), que deu o seu aval à celebração de contrato com a RPSM.

“Se o hospital acabou por lhes pagar, onde está esse dinheiro?”, questiona Rui Teixeira, que, aos 51 anos, nunca esperou ver-se nesta situação.

Greve de fome é para “levar até ao fim das minhas forças”

O médico garante que só parará com a greve de fome quando tudo o que é devido for pago, tanto a ele, como aos seus colegas, e exige ainda que seja aberta uma investigação com o propósito de encontrar e punir os principais culpados desta burla.

Depois dos primeiros cinco dias sem sequer ingerir líquidos, Rui Teixeira teve já que ser auxiliado durante a madrugada deste domingo, 27 de março, pelos colegas do serviço de urgência, que começam a ficar preocupados com o seu estado de saúde.

“Irei continuar a trabalhar enquanto me sentir com forças para isso, mas não tenciono parar”, afirma o clínico, que garante não estar a realizar este protesto “pelo dinheiro que me é devido, mas sim por uma questão de justiça”.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Notícias Relacionadas

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB