Portugal está a ser afetado por uma nova depressão – a Regina – que além de uma nuvem de poeiras do Deserto do Sara, que já se notam desde ontem em vários locais do país, vai trazer chuva e vento, com especial incidência nos distritos de Leiria e Lisboa, a Norte e Sul do distrito de Santarém, que ficará numa zona mais “amena”.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um agravamento do estado do tempo em Portugal continental com precipitação, vento forte, agitação marítima forte e queda de neve, destacando-se períodos de chuva, por vezes forte e ocasionalmente acompanhada de trovoada, em especial nas regiões Norte e Centro, e vento forte, com rajadas até 80 km/h na faixa costeira ocidental e nas terras altas, prevendo-se um agravamento durante a manhã e o início da tarde de amanhã, dia 6 de março.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), este quadro meteorológico, com vento forte e agitação marítima forte, deverá ser mais gravoso entre a tarde de hoje, 5 de março, e o dia de amanhã, 6 de março, sobretudo nos territórios mais vulneráveis afetados pela Depressão KRISTIN (Regiões do Oeste, Leiria e Coimbra), sendo expectável o arrastamento de estruturas, objetos soltos e desprendimento de estruturas móveis deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar danos em infraestruturas, acidentes com veículos e pessoas em circulação na via pública.
A ANEPC alerta ainda para a possibilidade de piso rodoviário escorregadio, e eventualmente obstruído, devido à possível formação de lençóis de água ou à acumulação de gelo e/ou neve, assim como dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.
Há também possibilidade de inundações em áreas urbanas, resultantes da acumulação de águas pluviais devido à insuficiência ou obstrução dos sistemas de drenagem, e instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas, entre outros), motivados pela infiltração de água no solo, podendo ser agravados pela remoção do coberto vegetal após incêndios rurais ou pela artificialização do solo.
































