O Comando Nacional da PSP anunciou que abriu um “inquérito formal, com natureza preventiva, destinado a apurar factos e eventuais responsabilidades” dos envolvidos nos combates de boxe que decorreram na Escola Prática de Polícia (EPP), em Torres Novas, e que envolvem vários alunos do atual Curso de Formação de Agentes.
Depois da situação ter sido noticiada pelo jornal “Correio da Manhã”, a PSP emitiu um comunicado onde explica que “teve conhecimento de situações anómalas de ruído e de intranquilidade noturna ocorridas em instalações de alojamento” dos alunos entre os dias 15 e 19 de novembro”.
O comunicado acrescenta que a EPP adotou “de imediato” medidas de regulação do ambiente interno, tendo, no dia 18 de dezembro, aberto um inquérito formal, uma vez que ocorreram “ajuntamentos não autorizados de alunos”, que praticavam “atividades de natureza lúdica fora dos espaços destinados para o efeito e sem o devido enquadramento institucional”.
A situação que se verificou nesses dias não se enquadra “nos padrões habituais de funcionamento da escola e colidiram com normas internas de recolher, silêncio e descanso”, garante a autoridade.
A PSP sublinha que o “inquérito foi instaurado antes de qualquer conhecimento ou receção do vídeo posteriormente divulgado”, e a investigação originou a “instauração de processos disciplinares” aos envolvidos, em relação aos quais a polícia não divulga o número por estar “abrangido por dever legal de reserva”.
O Correio da Manhã teve acesso e divulgou vídeos de combates amadores de boxe numa casa de banho, após o recolher obrigatório, e adianta que serão oito os processos disciplinares instaurados, e que podem culminar na expulsão dos alunos envolvidos.
































