O caso ocorreu na tabacaria do hipermercado Continente, em Santarém, que o arguido, um homem de 43 anos com problemas associados à toxicodependência, assaltou pela primeira vez a 27 de setembro de 2020, exibindo a agulha de uma seringa para ameaçar a funcionária e exigir-lhe a entrega do dinheiro da caixa.
O homem conseguiu fugir com 270 euros em notas, dois maços de tabaco e um pacote de mortalhas, mas um jornal regional, na notícia que publicou sobre o caso, referiu que o assalto lhe tinha rendido cerca de 500 euros.
Ora, o autor do crime regressou quatro dias depois, a 1 de outubro, começou por mostrar a sua identificação para que as funcionárias soubessem que se tratava da mesma pessoa, e disse que vinha buscar o resto do dinheiro que não lhe entregaram da primeira vez.
Segundo a Acusação do Ministério Público (MP), a que a Rede Regional teve acesso, o arguido ainda passou para trás do balcão à procura dos valores da caixa, mas o assalto acabou por ser travado por um segurança do hipermercado, que o imobilizou até à chegada da PSP.
De acordo com o processo judicial, o assaltante teve uma reação violenta à chegada dos elementos da polícia, que o detiveram à força depois de vários empurrões e cuspidelas, além de ofensas verbais e ameaças de vingança.
O arguido está também acusado pelo MP de um primeiro assalto a uma tabacaria no interior do hipermercado E.Leclerc, em Santarém, a 4 de setembro de 2020, onde, também depois de ameaçar a funcionária com uma agulha, saiu do local com 180 euros e tabaco.
Curiosamente, o assaltante conhecia a funcionária que estava de serviço, e até lhe pediu desculpa antes de fugir, garantindo-lhe que, afinal, a seringa não estava contaminada com nada que a pudesse infetar.
No total, o arguido, que se encontra em prisão domiciliária com vigilância eletrónica, vai responder por nove crimes, dois de roubo consumado, um de roubo tentado, dois de ofensa à integridade física qualificada, dois de ameaça qualificada e outros dois de injúria agravada.































