Sex, 23 Fevereiro 2024

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Jovem morre no hospital à espera de cirurgia urgente

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Um jovem residente em Vila Chã de Ourique, no concelho do Cartaxo, morreu numa cama do Hospital de São José, em Lisboa, após ter sofrido uma hemorragia cerebral provocada pela rutura de um aneurisma.

Os familiares estão revoltados porque David Duarte, de 29 anos, esteve quatro dias à espera de uma cirurgia urgente que nunca chegou a ser realizada por falta de equipa médica para realizar a operação, visto que era fim-de-semana.

O caso começou no dia 11 de dezembro, sexta-feira, por volta das 16 horas, quando David Duarte sentiu fortes dores de cabeça, deixou de falar e perdeu capacidade de movimento.

O jovem foi levado pela namorada ao Hospital de Santarém, onde lhe foi feito um TAC e foi dada ordem de transferência para o Hospital de São José, com a indicação de que deveria ser operado de urgência.

“À noite, disseram-nos que o David só ia ser operado no domingo porque os médicos estavam de fim de semana”, relatou à Rede Regional a mãe do falecido, Zélia Fonseca, residente em Vila Chã de Ourique, Cartaxo, que acusa esta unidade hospitalar de “não ter feito nada” para salvar a vida do filho.

Já com o jovem “ligado às máquinas”, a família foi informada que a cirurgia só se realizaria na segunda-feira, 14 de dezembro, mas David Duarte acabou por morrer precisamente nessa manhã.

“Acabámos por confiar sempre no que os médicos nos foram dizendo, mas o meu filho nunca deveria ter estado tanto tempo sem ser operado”, continua Zélia Fonseca, que, juntamente com a família da namorada do jovem, vão denunciar o caso à Ordem dos Médicos.

Prevenção suspensa porque médicos querem mais dinheiro

O Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), que gere o São José, confirma que, aos fins de semana, a prevenção da Neurocirurgia-Vascular e da Neuroradiologia de Intervenção encontra-se “suspensa” há vários meses por questões relacionadas com o pagamento aos médicos.

Em resposta a um conjunto de questões formuladas pela jornalista Paula Gonçalves, do Correio da Manhã, o gabinete de comunicação do CHLC adianta que “sendo a prevenção de regime voluntário, existiu indisponibilidade por parte de alguns profissionais para a fazer, o que se deve às alterações dos regimes remuneratórios”.

“Alguns daqueles profissionais rejeitaram os valores atualmente propostos para o pagamento dessas horas de prevenção, o que inviabiliza o indispensável trabalho da equipa”, informa o CHLC, explicando que “a cirurgia de urgência dos aneurismas, que é altamente especializada, carece de bloco operatório e de uma equipa de cirurgiões, anestesista, enfermeiros/as e assistentes operacionais especificamente habilitados para a realizar, não sendo possível efetuá-la com resultados satisfatórios sem as referidas condições técnicas, logísticas e de recursos humanos”.

David Duarte, um jovem fotógrafo que tinha conhecido a namorada enquanto tirou um curso superior nas Caldas da Rainha e com quem se preparava para ir viver, foi a enterrar na quinta-feira, 17 de dezembro.

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