O arguido, que foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) em maio de 2021, deflagrou os fogos devido ao crescente mau relacionamento que mantinha com a proprietária do anexo onde morava de renda.
No mesmo terreno, existiam ainda uma bomba de gasolina e a respetiva loja de conveniência, um café, um espaço de venda de velharias e um barracão onde são armazenadas alfaias agrícolas, que o arguido tentou destruir.
Segundo o processo, a que a Rede Regional teve acesso, o homem, de 41 anos e de nacionalidade francesa, começou por ameaçar de morte uma funcionária da gasolineira e a própria senhoria, que chamou a GNR ao local.
O arguido fugiu antes da chegada dos militares, mas regressou já durante a madrugada do dia 23 de maio, e deu início a focos de incêndio no barracão agrícola, no sótão da loja de conveniência, junto a três botijas de gás que estavam no pátio e nos carros da senhoria e de um vizinho, que sofreram danos avultados.
O fogo posto só não teve consequências devastadoras graças à pronta intervenção dos bombeiros, que extinguiram as chamas antes sua propagação a locais de possíveis explosões descontroladas.
O Ministério Público imputa ao arguido, que está em prisão preventiva, dois crimes de incêndio, explosões e outras condutas especialmente perigosas, dois crimes de ameaça agravada, e um de introdução em lugar vedado ao público.
































