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Hospital de Santarém “inundado” de mantas, cobertores e pijamas

Começou por ser um pedido de ajuda para apoiar casos sociais que passam pelo Hospital Distrital de Santarém (HDS), originou mensagens e imagens manipuladas, provocou acesas discussões, mas terminou com o objetivo inicial alcançado e a rouparia da unidade de saúde cheia de mantas, cobertores e pijamas.


Em causa está uma campanha de recolha destes têxteis de aquecimento, iniciada pelo capelão do hospital, padre Nuno Pena, que, juntamente com alguns voluntários, pediu ajuda para apoiar casos sociais de doentes que deixam a unidade de saúde, sobretudo idosos, cujas habitações não têm as melhores condições de habitabilidade.

A publicação inicial apelava à recolha de cobertores e pijamas, referindo que “devido ao grande afluxo de doentes nesta pandemia, a entidade gestora da rouparia nos hospitais tem enfrentado constrangimentos para dar respostas às necessidades”.

No entanto, rapidamente, a mensagem passou a incluir referência a alegados problemas no aquecimento do HDS, sugerindo que as mantas e os pijamas seriam para os doentes internados fazerem face ao frio resultante da falta de aquecimento. “O sistema de aquecimento não pode ser ligado e não há mantas para os doentes”, diziam algumas publicações.

Esta situação mereceu um desmentido perentório da presidente do Conselho de Administração do Hospital, Ana Infante, que explicou que a roupa pedida na iniciativa do padre Nuno Pena se destinava apenas aos casos sociais dos doentes que abandonam o hospital e não aos doentes internados.

Segundo a Rede Regional conseguiu apurar, essas situações sociais eram normalmente resolvidas com recurso a roupas que alguns doentes deixavam no hospital e que eram tratadas na lavandaria e posteriormente entregues aos mais necessitados, tendo o “stock” ficado esgotado nos últimos dias.

O certo é que a resposta ao pedido do padre Nuno foi avassaladora, com dezenas de pessoas a fazerem as doações no hospital ou a voluntários, o que encheu a rouparia dos vários artigos solicitados.

Já esta manhã, a administração agradeceu a iniciativa do capelão e voluntários e a colaboração da população, referindo que, com o que já foi recebido e ainda vem a caminho, a rouparia está cheia, e, nesta fase, não são necessários mais cobertores e pijamas.

Numa publicação na página de Facebook do HDS, Ana Infante deixa “”um agradecimento muito especial à solidariedade dos escalabitanos” e do voluntariado. “Os nossos utentes mais carenciados agradecem”, termina.

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