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Grupo julgado por explorar mulheres que se prostituíam


Oito homens e uma mulher começam a ser julgados por 44 crimes de lenocínio no Tribunal de Alcanena na quinta-feira, 17 de janeiro.

Os arguidos, com idades entre os 25 e os 62 anos, são suspeitos de explorar mulheres que se prostituíam no LR Clube, uma casa de alterne na aldeia de Filhós, concelho de Alcanena, entretanto encerrada.

Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), a que a Rede Regional teve acesso, o grupo exercia uma grande violência física e coação psicológica sobre as prostitutas, que muitas vezes eram alvo de agressões e espancamentos, e até trancadas nos quartos de um anexo de dois pisos onde atendiam os clientes.

As mulheres tinham por missão seduzir os clientes e levá-los a consumir bebidas do bar ou atraí-los aos quartos do anexo onde decorriam os encontros sexuais, sendo obrigadas a dar parte dos seus rendimentos à rede formada pelos arguidos.

Por cada ato sexual, as prostitutas, na sua grande maioria de nacionalidade estrangeira, entregava entre 20 a 30 euros, consoante o tempo que demorassem nos quartos, além de serem utilizadas para animar festas privadas e despedidas de solteiro.

A prova que sustenta a acusação tem por base muitas horas de escutas telefónicas às comunicações que os arguidos faziam entre si, numa investigação que durou largos meses.

Mesmo assim, as autoridades não conseguiram determinar ao certo quantas mulheres terão prestado serviços sexuais a troco de dinheiro no LR Clube entre Junho de 2009, altura em que Lúcio M. tomou conta da casa de diversão noturna, e Janeiro de 2012, data a que foram detidos os suspeitos.

Proprietário condenado por esfaquear três clientes

O principal arguido e cabecilha do grupo, Lúcio M., foi condenado no Tribunal de Alcanena no passado dia 12 de Dezembro, a quatro anos e três meses de prisão efetiva por ter esfaqueado três clientes no parque de estacionamento do LR Clube, em Março de 2011.

O homem, de 44 anos, é reincidente no crime de lenocínio; em 1992, foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão efetiva no Tribunal de Portimão.

Em 2004, foi condenado por homicídio simples em Setúbal, e, há menos de um mês, em Dezembro de 2012, apanhou mais quatro anos e três meses de cadeia por ter esfaqueado três clientes à porta do LR Clube.

Segundo o MP, Lúcio M. era coadjuvado diretamente pela sua companheira, P. Abreu, que tratava da gestão do bar, tratava dos assuntos com os fornecedores, e escolhia e contatava as alternadeiras que se prostituíam no LR Clube.

A mulher, de 42 anos, foi também condenada por lenocínio no processo de Portimão, que lhe aplicou uma pena de 9 anos de prisão.

Dos restantes sete arguidos, cinco são homens que exerceram funções de gerentes no bar e seguranças privados, e duas prostitutas que, a dada altura, começaram a controlar o trabalho e o acesso aos quartos das restantes mulheres.

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