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GNR classifica matagal que ameaça casas como “terreno limpo”

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Os cerca de 30 moradores que residem no bairro social da Ribeira de São João, concelho de Rio Maior, queixam-se de viver com “um verdadeiro barril de pólvora” a poucos metros das traseiras das suas casas.

Os queixosos referem-se a um terreno com vários hectares que é propriedade da Segurança Social, e que está repleto de mato seco, canaviais e sobrantes de pinheiro com resinas altamente inflamáveis.

“Se começa aqui um fogo, isto arde tudo”, disse à Rede Regional Emília Martins, uma das moradoras do bairro, que, caricatamente, recebeu na semana passada uma carta da GNR a informá-la que, oficialmente, este terreno está classificado como “limpo”.

No passado mês de Fevereiro, Emília Martins apresentou uma denuncia no posto da GNR de Rio Maior em relação à falta de limpeza do terreno, alegando que a legislação referente à garantia de faixas de gestão combustível ao redor das habitações não estava a ser cumprida.

“Os dois guardas que aqui estiveram viram esta lixeira toda, tal como ela está, e até tiraram fotografias”, garante a moradora, que diz ter ficado de queixo caído ao receber a resposta à sua participação.

A notificação é clara e diz que “o Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Santarém deslocou-se ao local, onde constatou que o terreno em causa já se encontrava limpo”.

“Todos os vizinhos ficaram indignados quando lhes mostrei a carta, porque esta situação não se admite”, acrescenta Emília Martins.

População da Ribeira de São João diz-se “abandonada e esquecida”

Além de temer o pior em caso de incêndio, os moradores do bairro queixam-se que o saneamento básico está por concluir, e de receber visitas frequentes da bicharada que vai prosperando nos canaviais.

“Ratos, cobras e insetos é o que por aqui não falta”, garante Maria Trindade Geada, que diz não compreender porque razão a ligação dos esgotos domésticos está por acabar “há mais de dois anos”, e de onde “vem um cheiro insuportável, na maior parte dos dias”.

Além de ser do Estado, o terreno em causa situa-se nas traseiras do bairro e da antiga Junta de Freguesia da Ribeira de São João, que passou para uma União de Freguesias, e viu os serviços serem transferidos para a nova sede na aldeia vizinha de São João da Ribeira.

Os moradores dizem sentir-se abandonados, esquecidos e relegados para segundo plano, desde a mudança administrativa.

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